Notificações de páginas falsas crescem 136%

O número de notificações de páginas falsas de bancos e sites de comércio eletrônico (phishing) aumentou 136% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2009 e 47% em relação ao três primeiros meses deste ano

Marcelo Moreira

16 Julho 2010 | 20h00

do Jornal da Tarde

O número de notificações de páginas falsas de bancos e sites de comércio eletrônico (phishing) aumentou 136% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2009 e  47% em relação ao três primeiros meses deste ano.

É o maior crescimento entre as ameaças eletrônicas analisadas pelo Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br), como ataques a servidores e propagação de códigos maliciosos, que aumentaram 28% com relação ao mesmo trimestre do ano passado.

De acordo com Gastão Mattos, do Movimento Internet Segura, não há uma explicação certa para o fenômeno. “É uma questão de que esse tipo de operação é a bola da vez dos fraudadores, que veem uma possibilidade de lucro maior ou facilidade em detrimento de outros tipos de fraudes”, analisa. “Como acham espaço na falta de precaução de consumidores, a tendência é que este tipo de fraude aumente”.

No total, as notificações de tentativas de fraude no segundo trimestre de 2010 foram superiores a oito mil, correspondendo a um decréscimo de 4% em relação ao trimestre anterior e a um decréscimo de 87% em relação ao mesmo período de 2009.

O número foi puxado pela diminuição de notificações sobre quebra de direitos autorais na rede.

 Como proceder

Além das precauções indicadas no gráfico acima, o consumidor que quer comprar online, em sites menos conhecidos, pode se precaver de fraudes de outras maneiras, verificando se a Central de Atendimento do site funciona e se a empresa de comércio eletrônico tem CNPJ, cujo número pode ser checado em órgão como Serasa.

Se o site for idôneo e mesmo assim o consumidor tiver problema com golpes, a empresa pode ser responsabilizada pelo prejuízo e o consumidor deve buscar seus direitos em órgãos de defesa do consumidor ou pela via judicial.

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