Nem tudo é o que parece no leasing: leia o contrato com atenção

Marcelo Moreira

11 de setembro de 2009 | 22h03

As concessionárias costumam apresentar o leasing como uma das melhores formas de financiar o carro, mas isso não significa que se deva aceitar o que o vendedor diz. Leia com cuidado o contrato e prestar muita atenção nas vantagens e desvantagens do sistema antes de fechar o negócio.

O leasing, também denominado arrendamento mercantil, apresenta semelhanças com o financiamento do Crédito Direto ao Consumidor (CDC), mas as diferenças podem resultar em problemas para o comprador. O leasing original é, na verdade, o aluguel de um veículo com opção de compra.

O que atrai nele é que, com a ausência de IOF, a taxa de juros e o valor das prestações são bem menores que a do Crédito Direto ao Consumidor.

No leasing só é possível liquidar as parcelas a partir do 24º mês, enquanto que no CDC a quitação pode ser feita a qualquer momento. Também é importante lembrar que no leasing o consumidor não é proprietário real do carro, ao contrário do financiamento comum, quando o veículo fica no nome do comprador mesmo durante o financiamento.

Por isso, não é possível vender um carro adquirido por leasing antes de pagar tudo. No caso de atraso de parcelas, a retomada é mais rápida do que no CDC.

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