Muita espera para ser atendido no Procon

Marcelo Moreira

23 de junho de 2008 | 21h06

SAULO LUZ

Quem pretende fazer alguma reclamação nos postos do Procon-SP deve se preparar: vai ter de esperar horas para ser atendido. Os funcionários do órgçao estão fazendo uma operação padrão (seguir ao pé da letra as regras de procedimento, o que torna mais demorado o atendimento) em protesto contra o não atendimento de suas reivindicações, a principal delas um reajuste salarial.
Na semana passada consumidores chegaram a ficar sete horas na fila. Ontem o sofrimento era um pouco menor, mas não muito: de três a quatro horas de espera.
Os funcionários do órgão decidiram em assembléia na tarde de ontem que a operação padrão não tem prazo para terminar. Desde o dia 12 de maio os técnicos do órgão estão trabalhando em ritmo lento.
“O governo até sinalizou que, se parássemos com a operação padrão, começaria a negociação. Mas isso sempre acontece e no final não somos atendidos. Se apresentarem uma proposta concreta, aí sim reavaliaremos a operação”, afirma o vice-presidente da Associação de Funcionários do Procon, Rodrigo Xande Nunes.
Os funcionários do órgão pedem reajuste salarial de 26%, mas o governo diz que já concedeu aumentos nos últimos dois anos e não vai negociar novamente. “Eles tiveram dois reajustes salariais nos últimos dois anos – um de 2,1% e outro 4,89% – , além de aumentos reais no vale-refeição”, disse o secretário da Justiça, Luiz Antonio Marrey, que ameaça punições administrativas caso o movimento continue. O Procon é um órgão subordinado à Secretaria de Justiça e de Defesa da Cidadania.
O pintor Fernando Luiz Queirós Barbosa, por exemplo, esperou mais de três horas ontem para ser atendido. “Cheguei às 10h50 e só fui atendido às 14h. Atrasei todos os compromissos do dia.”
A Associação dos Funcionários do Procon terá nova assembléia na semana que vem para avaliar uma possível proposta do governo.

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