Móveis lotam Procons de reclamações

Marcelo Moreira

23 de novembro de 2011 | 07h11

Saulo Luz

O consumidor deve tomar bastante cuidado antes de comprar móveis. Isso porque os problemas na venda de móveis são o segundo maior motivo de reclamações de produtos nos Procons de 23 estados (entre os quais São Paulo, e do Distrito Federal), segundo dados do primeiro Barômetro de Produtos e Serviços publicado pelo Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça (DPDC).

Entre 1º de outubro de 2010 e 30 de setembro de 2011) foram registradas 56.755 queixas contra móveis (12,88% do total), deixando o produto atrás apenas dos aparelhos celulares (18,15%). “O volume de venda de móveis no Brasil cresceu muito, até por conta do crescimento da economia. Porém, as reclamações aumentaram demais, principalmente para lojas de varejo. O mercado precisa também se preparar para essas demandas. Não basta vender, tem que entregar, montar”, diz Juliana Pereira, diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça (MJ).

Dentre as empresas mais reclamadas em móveis, a liderança pertence à rede de varejo Ponto Frio (13% das reclamações). Na sequência, o Ricardo Eletro soma 8,97% das queixas, seguido por Casas Bahia (6,54%), Novo Mundo (4,43%) e Insinuante (4,15%).

Os problemas mais relatados pelos consumidores são de descumprimento da entrega (32,26%), entrega de produtos com danos ou defeitos (24,94%) e montagem demorada ou montagem incompleta (14,33%). Ainda se destacam problemas com garantia (12,57%) e dificuldades para cancelar a compra (5,17%).

Procuradas, Casas Bahia e Ponto Frio informam que apurarão os números para implementar melhorias para resolver reclamações diretamente com os clientes. A Máquina de Vendas (dona da das bandeiras Ricardo Eletro e Insinuante) diz investiu para minimizar problemas e criou novos canais de comunicação com o Procon. Como resultado, o número de reclamações já teria recuado em setembro e outubro.

A Novo Mundo justifica o número considerável de reclamações porque o grupo não possui fragmentação em seu registro de razão social, diferente de outras empresas concorrentes.

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