Motorola se recusa a consertar aparelho na garantia, mas comprado no exterior

Marcelo Moreira

11 de junho de 2009 | 17h17

Comprar equipamentos eletrônicos no exterior é um perigo para nós brasileiros. Se a gente fica babando de inveja quando amigos viajam e compram aparelhos de última geração que demoram a chegar ao Brasil, por outro lado ficamos irados quando compramos algo em outro país e, quando vamso usar por aqui, ou há incompatibilidades entre sistemas ou ocorrem defeitos que as asssitências técnicas e até mesmo as subsidiárias dos fabricantes no Brasil se recusam a consertar dentro da garantia – o que é contra a lei. Leia o caso do leitor Roberto Beretta:

“Em uma viagem para o exterior, comprei um celular Motorola K1. Logo que cheguei ao Brasil, o aparelho começou a apresentar defeitos e eu acionei uma assistência técnica autorizada da marca. Infelizmente, após alguns dias, fui informado que a empresa não poderia fazer nada por mim, pelo fato de o celular ter sido comprado fora do país. Estou decepcionado com essa marca.”

RESPOSTA DA MOTOROLA: Informamos que, como os aparelho K1 não foi comprado no país, não nos responsabilizamos pela garantia do produto. Dessa forma, para reparo, o cliente precisa aprovar o orçamento gerado pelo serviço autorizado. Permanecemos à disposição.

COMENTÁRIO DO ADVOGADO DE DEFESA: Defeito em produto comprado no exterior deve ser sanado pelo representante da marca no Brasil. Esse é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no julgamento de recurso 63981- SP, quando a Corte afirmou que a empresa nacional aproveita as vantagens da propaganda mundial feita em torno da marca e, por isso, “ela tem de oferecer algo em contrapartida, como reparar o dano sofrido por quem compra mercadoria defeituosa acreditando no produto.” Caso o consumidor não seja atendido, pode exigir o direito ao conserto no Juizado Especial Cível.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.