Martírio para marcar exames

Vender facilidades, impor dificuldades e protelar sempre que puder. Lidar com planos de saúde é algo que tira o sono de qualquer pessoa, especialmente quando procedimentos simples, como a marcação de exames e cirurgias, viram uma novela

Marcelo Moreira

04 Julho 2010 | 19h40

Marcelo Moreira

Vender facilidades, impor dificuldades e protelar sempre que puder. Lidar com planos de saúde é algo que tira o sono de qualquer pessoa, especialmente quando procedimentos simples, como a marcação de exames e cirurgias, viram uma novela. Veja o caso de Rosa Matsushita, de São Paulo:

“Tento marcar um exame de endoscopia para a minha mãe há dois meses, mas a Samcil não libera a guia de autorização. Cheguei a marcar o procedimento em um hospital e a paciente até tomou o remédio (que é necessário um dia antes do exame), mas eles ligaram desmarcando em cima da hora. Nunca atrasamos as mensalidades e ressalto que minha mãe é uma mulher idosa para ficar esperando por tanto tempo. Não é justo o que a Samcil está fazendo com os seus clientes.”

 RESPOSTA DA SAMCIL: A Samcil informa que foi realizado contato com a senhora Rosa Matsushita, filha da associada, e prestados os esclarecimentos necessários. Estamos à disposição para outros esclarecimentos.

COMENTÁRIO DA REDAÇÃO: O problema está sendo solucionado. O exame foi marcado e a leitora aguarda a guia de liberação do convênio.

COMENTÁRIO DO ADVOGADO DE DEFESA:  Eis mais uma reclamação que revela a triste e dramática situação do consumidor de plano de saúde, pisoteado por empresas como a Samcil e abandonado pelas autoridades – como Procon, Ministério Público e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) – que sabem (ou deveriam saber) que já faz muito tempo que os contratantes da saúde privada vem enfrentando enormes martírios para conseguir marcar exames e consultas: um serviço pelo qual já houve o caro e prévio pagamento.

E se trata de problema que tem se generalizado a diversas empresas do ramo. Resta ao consumidor, vítima desse descaso, ir ao Juizado Especial Cível e exigir reparação por dano moral.  Afinal, o conveniado é submetido a enrolação e muitas dificuldades para realizar o procedimento, cuja demora e angústia para realizá-lo agrava ainda mais o sofrimento do consumidor enfermo.

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