Marcar uma cirurgia é um martírio

Marcelo Moreira

12 de agosto de 2009 | 22h07

Planos de saúde continuam colocando obstáculos na hora de fazer o atendimento de forma decente. Ora é a falta de documentos que nunca foram solitados antes, ora é a desculpa de que tal procedimento não tem cobertura, quando não é verdade. Veja o caso da leitora Elisabete Rodrigues, de São Paulo:

“Minha mãe fez um ultrassom, solicitado por um médico credenciado da Samcil, que detectou a presença de pedras em sua vesícula. Como não confiamos no resultado, pedimos que outra consulta fosse marcada e deixei claro que queria que uma contraprova fosse feita com a realização de outro exame, mas a empresa não autorizou o procedimento. Já estamos há seis meses tentando fazer o exame para que a cirurgia seja marcada.”

RESPOSTA DA SAMCIL: Contatamos a filha da beneficiária e prestamos os esclarecimentos necessários referente a sua solicitação.

COMENTÁRIO DO ADVOGADO DE DEFESA: Essa resposta da Samcil é tão ordinária quanto o atendimento narrado pela consumidora. Ou seja: tanto a demora de meio ano para encaminhar uma cirurgia, como a falta de vontade em prestar informações detalhadas está aquém da boa prestação de serviço que se espera de uma empresa de saúde.

Nesses casos, o cliente deve sempre cobrar providências da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e exigir seus direitos de consumidor perante o Juizado Especial Cível. Nesse caso, cabe indenização por dano moral por se tratar de muitos meses de desrespeito dispensado a uma pessoa idosa.

Tendências: