Mais uma recusa de cobertura de plano de saúde

Leitor da coluna Advogado de Defesa reclama da recusa da operadora de saúde Unimed Paulistana em pagar pelo atendimento realizado em um pronto-socorro alegando que houve mudança de categoria. A reclamação surtiu efeito e a empresa desistiu da cobrança

Marcelo Moreira

20 de junho de 2010 | 15h00

Marcelo Moreira

A julgar pelo elevado número de reclamações contra planos de saúde, e pelo tipo de queixa, esse tipo de empresa cada vez mais aposta na desinformação dos consumidores para se recusar a prestar o serviço contratado. Não h´pa outra conclusão possível ao se observar o relato do leitor Eduardo Grechi, de São Paulo:

“Possuo plano de saúde da Unimed Paulistana e utilizei o pronto-socorro de um hospital credenciado. Após a autorização pela minha carteirinha, fui consultado e fiz os exames ali mesmo. Porém, alguns dias depois, o hospital emitiu cobranças bancárias em nome de minha esposa, pois a mesma assinou o tradicional termo de responsabilidade no ato da minha entrada no hospital. Eles alegam que o meu plano não dá mais cobertura naquele centro médico. Se eu tivesse sido avisado na hora, teria procurado outro lugar credenciado, afinal para que eu pago plano de saúde?”

RESPOSTA DA UNIMED PAULISTANA: A Unimed Paulistana gostaria de informar que o cliente Eduardo Grechi alterou a categoria de seu plano para o Padrão, que não prevê cobertura para o atendimento no hospital citado. Como o atendimento se deu em uma data muito próxima desta alteração, o autorizador não identificou as novas modificações, e o cliente recebeu o atendimento normalmente. Desta forma, a Unimed Paulistana irá cobrir as despesas advindas do leitor, que incluem a consulta e exames.

COMENTÁRIO DA REDAÇÃO: O problema foi solucionado. A empresa cancelou as cobranças.

COMENTÁRIO DO ADVOGADO DE DEFESA: Haveria mesmo de ser cancelada a cobrança, pois o consumidor apenas apresentou o cartão que tinha em mãos para fazer o pagamento e este foi aceito. Dessa forma, quem induziu o consumidor a erro (se este existiu) foi a própria empresa, que deve assumir o ônus de sua culpa, por não ter enviado outro documento atualizado ao cliente, mesmo avisando da restrição da abrangência do serviço.

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