Mais queixas sobre hidrômetro

crespoangela

11 de março de 2008 | 12h29

ELENI TRINDADE
O destaque no ranking da Ouvidoria do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) no período de janeiro a fevereiro é o hidrômetro. O medidor de água está em segundo lugar no levantamento, com 45 queixas, quase encostando em capacetes, que não teve nenhum registro no mês de fevereiro, mas permanece em primeiro lugar com 50 reclamações.
De acordo com Luiz Henrique de Almeida Silva, ouvidor do Ipem-SP, a principal razão para o hidrômetro permanecer entre os primeiros colocados no ranking no início do ano é o verão. “Com o forte calor, aumenta o consumo de água e, conseqüentemente, a conta no final do mês, mas nem sempre o consumidor faz essa associação. O que muitas pessoas querem é saber se o seu medidor tem algum tipo de problema”, diz ele. “Embora tenha várias queixas registradas, o hidrômetro é um dos itens menos reprovados. Das 45 consultas, apenas uma se mostrou procedente até agora.”
Segundo Silva, a aferição dos hidrômetros é demorada porque segue um padrão rígido. “O processo leva mais tempo porque, para a retirada do medidor na casa do cidadão é necessária a presença do técnico do Ipem, de um funcionário da concessionária e do próprio consumidor e nem sempre essa logística é fácil.”
Os outros itens mais reclamados do ranking são bomba de combustível, com 41 registros, balanças, com 29 queixas, e oficinas de manutenção, com 13 reclamações.
“As oficinas de manutenção são responsáveis pela aferição de diversos instrumentos de medição e foram as que mais tiveram variação no número de queixas em comparação ao mesmo período do ano passado. Foram 13 queixas este ano e apenas 5 em 2007, o que corresponde a 160% de variação”, explica Albano Mendes, supervisor técnico da Ouvidoria do Ipem-SP.

Ipem alerta sobre falso fiscais
Do início do ano até agora, o Ipem-SP e o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) registraram denúncias sobre a ação de falsos fiscais que pedem para verificar os botijões de gás. “Foram 10 ocorrências no Estado de São Paulo. É preciso que os cidadãos fiquem atentos e não recebam essas pessoas, pois os técnicos do Ipem-SP e do Inmetro não visitam residências”, alerta o ouvidor Luiz Henrique de Almeida Silva.
Segundo Silva, os falsos fiscais apresentam-se aos consumidores vestidos com uniforme e dizem que estão fazendo uma verificação obrigatória nos botijões de gás. “Os supostos fiscais pedem para examinar o botijão e dizem que é preciso trocar a mangueira e o registro com urgência, pois, do contrário, os consumidores estão sujeitos a pesadas multas. As pessoas acabam aceitando e os tais fiscais fazem a troca na hora”, explica Silva.
“Os falsos técnicos usam produtos certificados pelo Inmetro, mas cobram muito acima do valor de mercado. Cada peça (mangueira e registro) custa, em média, R$ 20 e eles chegam a cobrar até R$ 100 cada uma.” De acordo com o ouvidor do Ipem-SP, todos os consumidores abordados até agora são idosos. Denúncias devem ser feitas na Ouvidoria do Ipem-SP.

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