Mais planos de saúde são fechados pela ANS

Marcelo Moreira

24 Setembro 2011 | 16h28

Luciele Velluto

O crescimento da economia do Brasil e a ampliação das vagas de emprego permitem maior acesso das pessoas aos planos de saúde. Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apontam crescimento de 10,39% no número de clientes em convênios médicos coletivos de junho do ano passado para o mesmo período deste ano no Estado de São Paulo. Nesse mesmo intervalo, os planos individuais mantiveram estabilidade, com ampliação de 0,46% no número de beneficiários.

A evolução dos convênios coletivos – seja o empresarial ou por adesão (que é feito através de associações ou entidades de classe) – tem se dado ano a ano, superando a evolução do emprego. Em junho de 2007 eram 3,9 milhões de pessoas com plano de saúde no Estado e 20,3 milhões de pessoas ocupadas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No mesmo período deste ano, o numero de beneficiários dos planos coletivos era de 13,1 milhões no Estado de São Paulo, enquanto o número de pessoas ocupadas passou para 22,3 milhões de pessoas ocupadas. Ou seja, enquanto o emprego evoluiu 10,03%, o número de beneficiários – deve se levar em consideração os trabalhadores e seus dependentes – cresceu 227,87%.

Convênios médicos do tipo individual também apresentaram evolução entre junho de 2007 e o mesmo mês deste ano, com alta de 194,65% no número de beneficiários. Mas tem apresentado taxas de crescimento menor a partir de 2008.

Para o superintendente executivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), Luiz Augusto Carneiro, o crescimento da economia brasileira tem beneficiado tantos os planos coletivos quanto os individuais.

“Para o crescimento de ambos, o beneficiário precisa estar empregado. Eu não acredito que haja mudança de um para o outro, pois quem já tinha acesso a um plano coletivo empresarial ou por adesão já o fez. E quem tem o individual o faz por necessidade, porque não tem outra forma de acesso”, explica.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) informa que parte importante do crescimento de planos coletivos se deve à sua expansão para pequenas e médias empresas que, com a formalização do emprego e crescimento da economia, têm incorporado o convênio médico como um diferencial na oferta de trabalho e retenção de seus melhores funcionários, e por isso os coletivos acabam crescendo mais até do que os convênios individuais.

Carneiro explica que o que inibe um crescimento maior do planos individuais também é o preço do serviço. “O plano individual é mais caro porque a utilização é maior. Quem faz esse tipo de plano é porque necessita, diferente do trabalhador que acaba aderindo ao convênio porque esse é dado pela empresa. Nem sempre ele faria um plano”, explica.