Lojas virtuais vão esticar prazo de entrega no Natal

Marcelo Moreira

12 de novembro de 2011 | 07h17

Rodrigo Petry

O grupo B2W, que reúne as empresas de comércio eletrônico Submarino, Americanas.com e Shoptime, encontrou a fórmula para amenizar os problemas de atrasos na entrega de encomendas, que levaram o Procon-SP a pedir a suspensão das atividades dos sites por 72 horas: os prazos de entrega serão mais longos.

Em teleconferência com analistas e investidores ontem, o diretor de relações com investidores da B2W, François Pierre Bloquiau, garantiu que as falhas de entrega ocorridas no período do Natal do ano passado não se repetirão. “Estamos preparados para um Natal melhor do que o de 2010”, disse Bloquiau, ao ser questionado sobre os riscos de novos problemas voltarem a ocorrer em 2011.

Segundo ele, porém, a companhia aplicará uma política de prazos mais dilatados aos pedidos. “Nossa preocupação é não deixar os pedidos atrasarem”, declarou.

A expectativa do executivo é de que apenas em 2012 a questão esteja totalmente normalizada. Bloquiau informou que os problemas que atingem a B2W impactaram de forma uniforme as três marcas da companhia. “O consumidor não nos deixou. A questão é se fecham (a compra) ou não com a nossa empresa.”

Na divulgação de seus resultados do terceiro trimestre, a companhia admitiu que as recentes iniciativas para a melhoria e normalização das entregas de pedidos atrasados ficaram “aquém dos resultados desejados”.

A empresa destacou, no relatório do balanço, que os recursos captados recentemente por meio do aumento de capital estão sendo investidos em sistemas logísticos, na cadeia de distribuição e na plataforma tecnológica.

“Contudo, observamos que o resultado foi ruim, apesar das nossas expectativas. Tanto o crescimento como a rentabilidade da operação dependem da mudança para um patamar superior de atendimento ao cliente, que é a prioridade total da B2W”, informou a empresa.

Os problemas com as entregas dos pedidos de produtos adquiridos no sites Americanas e Submarino resultaram num aumento de 211,3% das despesas operacionais da empresa no terceiro trimestre deste ano, que totalizaram R$ 24,9 milhões.

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