Loja vende eletro sem selo energético

Marcelo Moreira

17 de agosto de 2012 | 07h44

FLAVIA ALEMI

A operação “Eficiência Energética”, realizada pelo Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP), autuou 23 estabelecimentos por não apresentarem selo de eficiência energética nos eletrodomésticos. A operação foi realizada nesta semana em bairros da capital, como Bom Retiro e Perdizes, e no interior, nas cidades de Bauru, Marília e Ribeirão Preto.

Dos 96 estabelecimentos comerciais investigados, 23 apresentaram alguma irregularidade na etiquetagem. No total, o Ipem reprovou 87 eletrodomésticos que estavam sem a indicação do consumo de energia. A Etiqueta Nacional de Conservação e Energia (Ence) é obrigatória e tem por finalidade oferecer ao consumidor um critério de seleção na hora da dúvida entre que equipamento comprar.

“No selo de eficiência energética tem uma tabelinha com um ranking que vai de A a G, sendo A o mais econômico”, explica Marisa Amorim Silva Costa, diretora de divisão do Departamento de Metrologia e Qualidade.

A falta dessa etiqueta pode ser atribuída tanto ao produtor, quanto ao estabelecimento comercial. “É obrigatório que o fabricante já envie o selo junto com o produto. Porém, pode acontecer de a área comercial ter cometido algum erro”.

Para Valmir Ditomaso, diretor de Metrologia e Qualidade do Ipem-SP, “o número de produtos irregulares é bastante alto e mostra que o consumidor está constantemente sujeito a comprar um eletrodoméstico sem ter ideia do impacto que trará à sua conta de energia. É urgente que os fabricantes e lojistas se atentem à obrigatoriedade para não desrespeitar o direito do comprador a esta informação”.

A fiscalização ocorre durante o ano todo, mas Marisa afirma que uma data específica é marcada para verificar as grandes redes varejistas. Entre as lojas autuadas, estão as Lojas Americanas, Pernambucanas, Casas Bahia, Magazine Luiza, Fast Shop e Carrefour.

Vistoria completa

Foram verificados vários produtos, entre eletrodomésticos e eletroeletrônicos, como fornos a gás, aquecedores de água, condicionadores de ar, refrigeradores, televisores, dentre outros. Segundo relatório do Ipem-SP, os televisores foram os equipamentos que apresentaram maior irregularidade.

Os autuados têm até 10 dias para apresentar sua defesa. Após esse prazo, será definida uma multa, que vai variar de R$ 100 a R$ 1,5 milhão, podendo dobrar na reincidência. Os produtos mais econômicos, além da etiqueta obrigatória, podem receber o selo Procel, uma espécie de “prêmio” por ser um bom produto.

O consumidor pode enviar denúncias ao Ipem-SP caso se depare com alguma irregularidade desse tipo. O telefone da Ouvidoria do instituto é 0800 013 0522 e funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h. Se preferir, o consumidor pode enviar e-mail para: ouvidor-ipem@ipem.sp.gov.br. 

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