Lixo eletrônico lota oficinas

O recente boom do consumo de televisores de tela plana, celulares e computadores está levando a um problema ambiental ainda sem solução – o lixo eletrônico decorrente da rápida obsolescência dos equipamentos e do alto custo das peças de reposição

Marcelo Moreira

17 de agosto de 2010 | 21h43

Andréa Vialli – O Estado de S. Paulo

O recente boom do consumo de televisores de tela plana, celulares e computadores está levando a um problema ambiental ainda sem solução – o lixo eletrônico decorrente da rápida obsolescência dos equipamentos e do alto custo das peças de reposição.

Hoje 20% dos equipamentos vendidos no País que apresentam algum defeito caem num impasse: o conserto demora muito ou fica caro demais, incentivando o consumidor a adquirir um novo produto. O resultado são cerca de 2 milhões de equipamentos parados nas oficinas, esperando destinação correta.

A estimativa foi feita pela Abrasa, que representa as empresas de assistência técnica. A entidade explica que o problema tende a aumentar. “Até 2015, um terço dos equipamentos vendidos no País serão sucateados. Será inviável consertá-los por uma questão de custo”, afirma Norberto Mensório, presidente da Abrasa.

Monitores de computador e telas de TVs de plasma, LED ou LCD estão entre os itens cujo conserto é mais dispendioso – varia de R$ 800 a até R$ 5 mil.

Além da atualização tecnológica da indústria, que estimula a substituição dos equipamentos, Mensório aponta que os reparos esbarram em uma questão tributária, que encarece o preço final das peças de reposição.

Os produtos fabricados na Zona Franca de Manaus recebem isenção de impostos como IPI, ICMS e Imposto de Importação, mas as peças de reposição são tributadas integralmente. “O aparelho desmontado custa de quatro a oito vezes o valor do produto montado. É uma falha na legislação que traz como consequência o agravamento do problema do lixo eletrônico”, diz o executivo da Abrasa.

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