Novo selo para consumo de combustível

Marcelo Moreira

16 de dezembro de 2009 | 21h17

SAULO LUZ – JORNAL DA TARDE

Um selo com informações mais precisas sobre o consumo de combustível já está no mercado. O Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) – iniciativa que indica o consumo de combustível de vários modelos de veículos – entrou na segunda fase e as novas etiquetas serão baseadas num novo método.

Segundo o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), a nova forma de cálculo promete ser mais próxima do consumo real de combustível e especificar o desempenho em ruas e estradas e com diferentes combustíveis (como álcool e gasolina).

“O que estava acontecendo era que números indicados na etiqueta não estavam batendo com o que o motorista comum percebia no dia a dia”, diz Alexandre Novgorodcev, coordenador do Inmetro para o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV).

Para que o consumidor tenha uma informação mais próxima do consumo de combustível em condições reais de uso do automóvel, o Inmetro decidiu adotar um fator de ajuste a exemplo do que aconteceu nos Estados Unidos, por meio da Agência de Proteção Ambiental norte-americana (EPA).

“O método inicial (que simulava o trajeto médio do cidadão comum ao trabalho) havia sido desenvolvido na década de 80. De lá para cá, a cidade mudou, assim como a qualidade do asfalto das ruas e estradas, o combustível e muitos outros fatores”, explica Novgorodcev.

A mudança no cálculo impactou em uma média de consumo 30% menor nas rodovias e 20% na cidade. Ainda segundo o Inmetro, testes indicam que 80% dos motoristas obtêm resultados semelhantes, em condições reais de utilização dos veículos. “Apesar disso, o consumo pode diferir da etiqueta no caso de veículos que pegam congestionamentos com frequência. O carro consome mais do que o indicado.”

Além dos valores de referência da quilometragem por litro na cidade e na estrada – com diferentes combustíveis – a Etiqueta Veicular classifica os veículos de acordo com a eficiência energética por categoria. A classificação vai de A (mais eficiente) até E (menos eficiente).

Os valores são obtidos a partir de medições de consumo em laboratório, conforme norma NBR 7024, que determina que os testes sejam feitos com o uso de combustíveis padrão brasileiros e adoção de ciclos de condução pré-estabelecidos.

O uso da etiqueta – elaborada pelo Inmetro em conjunto com o Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural (Conpet) – é voluntário e atualmente seis montadoras participam (Fiat, Honda, Kia, Volkswagen, Renault e Toyota) com 67 modelos que correspondem a 50% do volume de vendas no mercado nacional.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.