Bancos vão compartilhar caixas eletrônicos

Marcelo Moreira

11 Fevereiro 2010 | 21h55

DO ESTADO DE SÃO PAULO

Banco do Brasil (BB), Bradesco e Santander vão compartilhar caixas eletrônicos (ATMs). Com isso, clientes de um banco vão poder acessar serviços, como saques e depósitos, nos terminais das outras instituições.

Nos próximos meses, as empresas definirão qual será a marca da rede que será usada e não descartam a criação de uma nova sociedade para acomodar a gestão unificada dessas máquinas. O compartilhamento é uma opção onde os bancos conseguem racionalizar os seus custos, afirmou o vice-presidente do BB, Paulo Rogério Caffarelli.

A expectativa é de que em cinco meses o desenho da rede esteja pronto, assim como um plano de marketing e o compartilhamento dos primeiros ATMs.

Juntos, os três bancos pretendem integrar na primeira fase desse processo 11 mil dos 15 mil ATMs externos. Os que ficarão de fora são aqueles instalados em grandes empresas.

O diretor executivo do Santander, Marcos Matioliacrescentou ainda que esse novo modelo não acarretará em tarifas maiores para os clientes. Já para os bancos, é esperada uma redução nos custos. A estimativa é de que o Brasil tenha cerca de 170 mil caixas eletrônicos (em agências e externos), sendo que aproximadamente 100 mil pertencem a esses três bancos.

Atualmente, os caixas externos equivalem a 15% do total de máquinas desses três bancos. No entanto, são responsáveis por 30% das despesas da rede de atendimento.

O diretor gerente do Bradesco, Candido Leonelli, explicou que isso ocorre devido aos gastos com o aluguel de espaços e transporte de valores a esses locais, entre outros fatores. Os caixas eletrônicos são responsáveis por quase metade de todas as transações feitas pelos bancos.

O executivo explicou que outras tentativas para uma rede compartilhada já foram feitas pelos bancos participantes da rede 24 Horas, que pertence à TecBan, um consórcio formado por diversas instituições financeiras. Mas não se chegou a um consenso sobre qual melhor sistema utilizar. Com essa indefinição, os três bancos decidiram buscar um modelo próprio.