Lavanderias reprovadas em São Paulo

Todas as lavanderias localizadas na Capital que passaram pela avaliação da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste) apresentaram problemas em seus serviços. A falta de orientação na hora da entrega da roupa e cláusulas abusivas nas notas foram considerados os problemas mais graves.

Marcelo Moreira

11 de agosto de 2010 | 08h32

Lígia Tuon

Todas as lavanderias localizadas na Capital que passaram pela avaliação da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste) apresentaram problemas em seus serviços. A falta de orientação na hora da entrega da roupa e cláusulas abusivas nas notas foram considerados os problemas mais graves.

“Metade dos estabelecimentos avaliados traz uma cláusula na nota informando que não são responsáveis por danos nas roupas. Isso fere o Código de Defesa do Consumidor (CDC)”, alerta Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste.

A associação avaliou 10 lavanderias da Capital – 5 à Sec, Cooper Clean, Dry Clean USA, By-Clean, Wash, Lavasecco, Pressto, Quality Lavanderia, Sol & Sabão e Vip Lavanderia.

“Levamos peças manchadas para os estabelecimentos e, apesar de 90% ter perguntado como a mancha havia sido feita, apenas 35% alertou que talvez não seria removida. Além disso, uma das peças de roupa alargou em 2,73% na Cooper Clean e encolheu em 2,44% na 5 à Sec. Se isso acontecer, o consumidor deve exigir o reparo da peça ou uma indenização”, diz Maria Inês.

Outros problemas identificados pela Associação foi a falta de preparo no atendimento e o pagamento antecipados em 4 lavanderias. Os funcionários de quatro lavanderias (Dry Clean USA, 5 à Sec, Sol & Sabão e Wash) não souberam informar qual o método de lavagem seria usado. Além disso, o pagamento antecipado é considerada uma prática ilegal.

Empresas respondem

Segundo a Associação Nacional das Empresas de Lavanderia (Anel), o setor foi surpreendido com o teste e está aguardando reunião com a Pro Teste para discutir o assunto. “Ainda não tivemos acesso a essa pesquisa, mas sempre prestamos cursos às lavanderias para mostrar novas técnicas de lavagem e alertar em relação ao atendimento, para que respeitem o CDC”, afirmou Paola Tucunduva, presidente da Anel.

A By Clean, Wash e Lavaseco informaram que orientam o cliente sobre da possibilidade de a mancha não sair e se responsabilizam por possíveis danos na peça, caso seja de responsabilidade da empresa.

A 5 à Sec esclareceu que está tomando providências em relação ao ocorrido. A Quality e a Dryclean afirmaram que não tiveram contato com a pesquisa. Apesar disso, orientam seus consumidores de maneira adequada.

Para a VIP Lavanderia, a iniciativa da Pro Teste é válida, “mas não se pode avaliar uma lavanderia pela execução de serviço de três peças”. A Pressto esclareceu que a loja havia sido vendida quando o teste foi realizado.

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