Juros ficam mais caros ao consumidor

O dinheiro está mais caro neste final de ano. As taxas de juros para o consumidor, invertendo a tendência observada na maior parte do ano, subiram em outubro – ruim para quem tem ou está prestes a contrair dívidas, de acordo com dados do Banco Central

Marcelo Moreira

30 de novembro de 2010 | 08h28

Marília Almeida

O dinheiro está mais caro neste final de ano. As taxas de juros para o consumidor, invertendo a tendência observada na maior parte do ano, subiram em outubro – ruim para quem tem ou está prestes a contrair dívidas, de acordo com dados do Banco Central.

Enquanto a taxa do crédito pessoal teve alta de dois pontos porcentuais com relação ao mês anterior, a taxa para aquisição de veículos ficou praticamente estável, subindo 0,2 ponto porcentual. Para a aquisição de bens, como eletrodomésticos, houve aumento de 0,3 ponto porcentual no período.

O crescimento significa que, caso as parcelas não sejam pagas em dia, a rolagem da dívida está mais cara, o que pode significar descontrole para quem já está “apertado”, aponta Ricardo Almeida, professor de finanças do Insper.
Porém, nos últimos 12 meses, as taxas, exceto as do cheque especial, caíram . A tendência, entretanto, é de os que os juros subam ainda mais no começo do ano que vem.

“Os custos de captação de recursos para os bancos subiram nos últimos meses, assim como a taxa básica de juros, mas a concorrência entre as instituições financeiras e o bom momento da economia fizeram com que os bancos optassem por diminuir o spread (diferença entre as taxas que os bancos pagam ao captar dinheiro no mercado e o juro que cobram nos empréstimo) ao invés de repassarem aumentos ao consumidor”, explica Douglas Uemura, economista da consultoria LCA.

“Mas no início do ano, com o desaquecimento do mercado de trabalho e provável aumento da inadimplência, essa tendência deve mudar”, diz Uemura.

A única modalidade com taxa em queda em outubro foi o cheque especial, mas o consumidor deve continuar fugindo deste tipo de crédito. Muito caro, sua taxa atinge 163% ao ano – caso o consumidor role uma dívida de R$ 100 na modalidade no período, terá que pagar R$ 273 no final.

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