Juro ao consumidor fica estável em janeiro, diz Procon-SP

Marcelo Moreira

18 de janeiro de 2010 | 16h10

Empréstimo pessoal tem taxas médias inalteradas há 3 meses; já cheque especial tem alta ‘insignificante’

DA AGÊNCIA ESTADO

A taxa média de juros cobrada dos consumidores ficou estável em janeiro ante dezembro, aponta pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 18, pela Fundação Procon de São Paulo (Procon-SP).

A entidade identificou apenas uma alta “insignificante”, de 0,01 ponto porcentual, na taxa média do cheque especial, modalidade mais cara de crédito ao consumidor. Já os juros do empréstimo pessoal mantêm-se inalterados há três meses, em 5,17% ao mês.

Os juros médios do cheque especial ficaram em 8,79% ao mês em janeiro. A leve alta foi provocada pelo aumento de 0,03 ponto na taxa cobrada pela Caixa Econômica Federal, que passou de 6,72% em dezembro para 6,75% em janeiro. Em dezembro de 2009, a taxa média entre os bancos pesquisados estava em 8,78%. De agosto a novembro do ano passado, ela ficara estável em 8,79%.

Na comparação de janeiro de 2009 com janeiro de 2010, houve uma queda de 0,46 ponto porcentual na taxa do cheque especial e de 0,84 ponto porcentual na do empréstimo pessoal.

Para os técnicos do Procon-SP, a tendência é de que os bancos continuem a acompanhar as oscilações da taxa básica da economia, a Selic. Definida pelo Comitê de Política Monetária, a Selic foi mantida em 8,75% ao ano depois da última reunião do grupo, em dezembro.

O levantamento do Procon considerou dados de dez instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Safra, Santander e Unibanco.

São levadas em conta as taxas máximas pré-fixadas para clientes pessoa física não preferenciais, independente do canal de contratação, sendo que, para o cheque especial, foi considerado o período de 30 dias e, para o empréstimo pessoal, o prazo de contrato de 12 meses.

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