Internet 3G da Claro tem problemas há dois dias

Mais de 48 horas. Foi esse o tempo que alguns clientes da Claro ficaram sem acesso ao serviço de internet 3G da empresa. A operadora negou que tenha tido qualquer defeito na rede. Entretanto, especialistas em defesa do consumidor afirmam que o problema é estrutural e constante

Marcelo Moreira

29 de janeiro de 2011 | 08h31

Carolina Marcelino

Mais de 48 horas. Foi esse o tempo que alguns clientes da Claro ficaram sem acesso ao serviço de internet 3G da empresa. A operadora negou que tenha tido qualquer defeito na rede. Entretanto, especialistas em defesa do consumidor afirmam que o problema é estrutural e constante.

“A empresa investe na publicidade e esquece da qualidade do serviço que oferece no pós-venda”, avalia a advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Veridiana Alimonti. O presidente da Associação Brasileira do Consumidor (ABC), Marcelo Segredo, tem a mesma opinião: “A imagem que praticamente todas as operadoras nos passam é que elas não estão preparadas. O importante é vender.”

A empresária Roseli Figo, de 45 anos, usa diariamente a internet para trabalhar e teve problemas, pois não pôde enviar o faturamento do dia por e-mail ao escritório. Segundo a assinante do serviço, a rede da Claro estava lenta há dias, mas na quinta e sexta-feira, a conexão nem funcionou.

A mesma coisa ocorreu com o analista de sistema Genival Januário da Silva, 31 anos. Na noite de quinta-feira, a web 3G não funcionou. Como já tinha feito reclamações no início do mês, o analista preferiu não contatar a empresa. “Sabia que eles não iriam resolver a situação, então nem perdi meu tempo.”

A insatisfação também faz parte do histórico da estudante Aline Fraga, 21 anos. A jovem paga todo mês à Claro R$ 84 para ter acesso à internet, que não conecta há dois dias. “Tentei acessar da sala, do meu quarto e a conexão não durava mais que 10 minutos”, queixou-se. A cliente já tentou mudar de operadora, mas a Claro quer cobrar uma multa rescisória no valor de R$ 500. “Vou esperar acabar o contrato de fidelidade e vou procurar outra operadora”, garante.

Nesses casos, os especialistas afirmam que os consumidores têm direito a receber um desconto na fatura referente aos dias em que o serviço apresentou falha. Além disso, caso o usuário sofra prejuízos emocionais e materiais, ele ainda pode reivindicar indenização por dano moral junto ao Procon ou ao Juizado Especial Cível.

“Mas antes de entrar com ação judicial, é importante que ele tente resolver o problema com a operadora. Além disso, é essencial comunicar a Anatel, que pode aprimorar a partir de então a fiscalização”, aconselha Veridiana.

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