Internauta não diferencia site pirata do real

Pesquisa mostra que 73% dos usuários da web desconhecem dados básicos de segurança. É o que mostra uma pesquisa realizada pela empresa de segurança eletrônica VeriSign com 1.006 usuários de internet em todo País

Marcelo Moreira

16 Julho 2010 | 12h47

Marília Almeida

A grande maioria dos internautas brasileiros não consegue identificar se um site é ou não seguro. É o que mostra uma pesquisa realizada pela empresa de segurança eletrônica VeriSign com 1.006 usuários de internet em todo País.

O levantamento, feito no último trimestre de 2009, pediu aos entrevistados que identificassem entre duas imagens de um site  qual deles se tratava de uma fraude. Entre os pesquisados, 73% não perceberam erros ortográficos grosseiros ao navegar pela página, um dos principais indícios de que trata-se de um site falso.

Outros 54% não perceberam a falta do símbolo do cadeado na barra de endereço do navegador, um item fundamental na identificação de um site seguro. Já 33% dos internautas pesquisados não perceberam que o endereço da página eletrônica continha números ou um nome muito longo, outro indicativo de fraude.

Segundo o estudo, as pessoas com idade entre 35 e 44 anos tem 21% mais chances de ser vítima de sites falsos que o grupo entre 18 a 24 anos.

“O uso da internet é bastante heterogêneo no País. Como o número de novos internautas aumenta de forma expressiva, na faixa de 15% ao ano, quem começou a usar há menos tempo pode não conhecer as formas de precaução. Portanto, é mais difícil que jovens, que lidam há mais tempo com a rede, sejam vítimas de fraudes”, explica Gastão Mattos, do Movimento Internet Segura.

A ameaça geralmente chega via correio eletrônico, na forma de e-mails spams (mensagens não solicitadas enviadas a várias caixas postais virtuais ao mesmo tempo). Entre os atrativos para fisgar o usuário estão as mensagens oferecendo prêmios e sorteios, ou intimidações que solicitam informações confidenciais.

A maioria dos internautas não clica, porém quem entra no link acaba sendo direcionado a um site clone e falso – mas muitas vezes extremamente semelhante ao original –, onde terá seus dados roubados ao tentar efetuar um login (digitando usuário e senhas) ou ao informar dados confidenciais, como números de cartão e senha.

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