Instalação de equipamento contestada, resposta arrogante

Marcelo Moreira

27 de abril de 2009 | 19h42

Há certas práticas que são inaceitáveis em qualquer circunstância nas relações de consumo. A situação piora bastante quando a empresa reclamada retruca de forma arrogante a um questionamento do consumidor. isso aconteceu com o leitor Fabrício Rinaldi, de São Paulo:

“Solicitei à empresa Elemento Gás que instalasse um kit de gás no carro de minha mãe. O veículo começou a ter problemas e foi levado a uma oficina. Disseram que o conserto seria feito em três dias, o que não ocorreu. Ligamos várias vezes, mas não tivemos respostas.

A minha mãe usou táxi, pois a empresa disse que iria reembolsá-la. Após 20 dias, a empresa nos contatou e informou um valor diferente do combinado, além de não reembolsar o custo do táxi.”

RESPOSTA DA ELEMENTO GÁS:
Somos totalmente legalizados junto aos órgãos competentes e possuímos Registro de Certificação de Qualidade junto ao Ipem e ao Inmetro, conforme estabelecido no Regulamento Técnico da Qualidade e demais critérios e procedimentos, que constituem a expressão formal da competência técnico-operacional para exercer atividades relacionadas à manutenção de veículos rodoviários automotores.

O questionamento do cliente a respeito de não conseguir manter contato conosco não procede. Podemos confirmar pelo detalhamento em nossa conta telefônica. Todas as peças e serviços necessários foram antecipadamente aprovados pela cliente.

Não fazemos nenhum serviço, muito menos os complexos de retífica de cabeçote, por livre arbítrio, sem o consentimento do cliente. Estando os reparos finalizados, a cliente solicitou a entrega do veículo no local da retirada.

Efetivada a entrega do veículo, conforme tratado e aprovado antecipadamente com a cliente (peças, serviços, preços, local de entrega e condições de pagamento), passamos para o pagamento, que não foi efetivado.

A necessidade de utilização do táxi não é de nossa responsabilidade.

COMENTÁRIO DO ADVOGADO DE DEFESA:
De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, nenhum serviço deve ser realizado sem a aprovação prévia e por escrito de um orçamento apresentado ao consumidor.

O orçamento prévio representa garantia para ambas as partes, principalmente quanto ao preço e ao prazo do serviço. Em casos de conflito como este, o melhor caminho para resolver é a conciliação no Procon ou em um Juizado Especial Cível.

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