Inmetro: selo decide 33% de compras

Marcelo Moreira

16 de julho de 2011 | 07h54

Saulo Luz

Na hora da compra, a decisão de 34% dos consumidores é influenciada pela presença do selo de conformidade do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e mais da metade opta por produtos certificados – mesmo que o preço seja maior. Entretanto, somente 27% têm o hábito de verificar se os instrumentos e produtos têm o selo, segundo pesquisa realizada pelo órgão entre os meses de fevereiro e março desse ano.

A baixa porcentagem não preocupa o Inmetro. “Apesar de não ser o ideal, esse número já foi bem inferior (em torno de 20%) e não existe possibilidade de chegar a índices tão altos. Até porque, não são todos os produtos que têm obrigatoriedade do selo”, diz Silvio Ghelman, chefe da Divisão de Gestão Corporativa do Inmetro.

O dado que mais preocupa o instituto é o que mostra que apenas 27% dos consultados tem o hábito de verificar se os instrumentos de medição do comércio estão com o selo do Inmetro.

“Seja na bomba de combustível, no taxímetro ou nas balanças (de restaurantes por quilo, padarias, supermercados e até para feirantes) a certificação é obrigatória. Sem a certificação, o instrumento pode estar descalibrado ou até alterado”, diz Ghelman.

Por outro lado, dos que conhecem o trabalho do Inmetro, 53% dão preferência para produtos com o selo, mesmo que para isso tenham que pagar mais caro.

Outro dado polêmico é que 61% dos pesquisados não se opõem ao hábito de comprar material infantil ou artigos de festas em camelôs (na região Sul, este índice sobe para 74%). Destes, 42% já adquiriram ou podem repetir a compra em camelôs e 27% se arrependeram da compra.

O preço é o fator de mais influência na compra de um produto no mercado informal (42%). “Isso nos assusta, pois o consumidor deveria evitar o risco de usar produtos que possam causar acidentes ou que sejam tóxicos”, diz Ghelman.

Em relação à etiqueta de eficiência energética – que classifica eletroeletrônicos, automóveis e até imóveis entre as faixas A “Procel” (mais eficiente no consumo de energia) e E (menos eficiente), 67% dos consultados escolheram produtos com as melhores avaliações na etiqueta.

O levantamento, encomendado pelo Inmetro à Associação Cândido Mendes de Ensino e Pesquisa, ouviu 2.667 pessoas em 10 Estados). A pesquisa visa conhecer o hábito de compras da população e direcionar as ações do órgão para o segundo semestre de 2011 e para os próximos anos.

Entre outros índices, o nível de confiança do Inmetro atingiu 88% dos entrevistados, que afirmaram conhecer ou já terem ouvido falar do instituto, contra 85%, na medição do ano anterior.

Foram ouvidos ainda 59 dirigentes de federações da Indústria e Comércio em todo o País e 81,4% disseram acreditar que o Inmetro contribui para a inovação industrial e 98% afirmaram que os selos agregam valor a seus produtos.

Tudo o que sabemos sobre:

Inmetroselo

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.