Inmetro fecha o cerco a produto infantil

Lapiseira quebrou, grafite voou e entrou nos olhos do estudante. Criança que caiu com copo infantil e canudo (por ser duro) perfurou o céu da boca. Estes são alguns dos acidentes de consumo causados por produtos infantis registrados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro)

Marcelo Moreira

27 de janeiro de 2011 | 08h12

Saulo Luz

Lapiseira quebrou, grafite voou e entrou nos olhos do estudante. Criança que caiu com copo infantil e canudo (por ser duro) perfurou o céu da boca. Estes são alguns dos acidentes de consumo causados por produtos infantis registrados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). Segundo os dados, os artigos infantis são os que causam mais acidentes de consumo (15,9% do total), seguido por eletrodomésticos e alimentos (12,2%).

A preocupação é tanta que o Inmetro está apertando o cerco aos produtos infantis. “Identificamos um crescimento, nos últimos anos, dos acidentes com produtos infantis. Temos lá relatos de tudo, brinquedos, produtos escolares, roupas, berços etc. Por isso, nós vamos aumentar a fiscalização sobre esses artigos”, diz Luiz Carlos Monteiro, chefe de Orientação e Incentivo à Qualidade do Inmetro.

O órgão já certificou os brinquedos (novembro de 2009), dispositivos de retenção para crianças (janeiro 2007), mamadeiras e chupetas (fevereiro de 2009) – todos só podem ser vendidos com o selo do instituto. Agora, o Inmetro se prepara para certificar carrinhos para bebês e berços e acaba de certificar artigos para festas e materiais escolares.

Já é possível encontrar no mercado alguns artigos escolares com selo do Inmetro, mas fabricantes e importadores terão até 7 de junho de 2012 para se adequarem se às regras – mais 12 meses para a vender produtos certificados para o varejo. A partir de 7 de abril de 2014, o comércio só poderá vender materiais escolares com o selo do Inmetro.

A partir de 2012, outro produto infantil, os artigos para festas, só poderão ser fabricados e importados obedecendo uma certificação. A partir de julho de 2013, já deverão sair de fábrica com o selo e as lojas só poderão vender produtos sem o selo até maio de 2015.

Apesar dos prazos longos, o Inmetro espera que as empresas se antecipem na certificação. “Quem tem a certificação possui um diferencial no mercado, com mais garantias de qualidade e segurança por passar por testes químicos (toxicidade), mecânicos, físicos, elétricos e biológicos”, diz Monteiro. “Ainda nesse semestre vamos certificar berços e, em breve, também vamos certificar os carrinhos de bebê”, finaliza.

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