Inmetro certifica fornos micro-ondas

Marcelo Moreira

20 de outubro de 2011 | 07h16

Saulo Luz

A certificação de qualidade está chegando aos fornos micro-ondas e, em breve, os aparelhos só poderão ser vendidos com o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). O órgão já está definindo os requisitos mínimos de segurança e de eficiência energética do produto e deve publicar portaria sobre o assunto até dezembro deste ano.

Segundo o Inmetro, a certificação compulsória tem o objetivo de prevenir acidentes e diferenciar os fornos de micro-ondas que consomem menos energia.

Para receber o selo do Inmetro, os produtos deverão passar por testes de segurança que avaliarão, dentre outros requisitos de segurança exigidos: a verificação do limite de temperatura máxima que o aparelho atinge, a simulação de uso para avaliar se desgastes comprometem a segurança, a possibilidade de acesso às partes perigosas, os riscos de incêndio e danos mecânicos durante o funcionamento, proteção contra choque elétrico.

“Identificamos acidentes de consumo registrados pela Consumer Product Safety Commission (CPSC), dos Estados Unidos, e no Rapid Alert System (Rapex), da União Europeia, além de relatos de consumidores feitos ao Banco de Acidentes de Consumo (http://www.inmetro.gov.br/consumidor/acidente_consumo.asp) e na Ouvidoria do Inmetro”, diz Márcio Damasceno, engenheiro responsável pela implementação do programa de etiquetagem de micro-ondas.

Além do selo de certificação, os aparelhos terão uma etiqueta do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), que informa o consumo de energia elétrica durante o funcionamento e no modo espera (standy by) – similar ao que já é obrigatório em vários produtos da linha branca, como lavadoras de roupa, refrigeradores e condicionadores de ar.

Assim como já ocorre nos demais eletrodomésticos, os micro-ondas receberão a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence), com graduações de ‘A’ a ‘C’, sendo ‘A’ o nível que representa a maior eficiência energética. “A Etiqueta oferece ao consumidor mais um atributo, além do preço, da marca, do tamanho e da estética, para a sua decisão de compra.

O consumidor é o verdadeiro indutor da melhoria dos produtos fabricados”, explica Márcio Damasceno, engenheiro do Inmetro responsável pela implementação do programa de etiquetagem dos fornos micro-ondas. De acordo com pesquisa de opinião realizada pelo instituto, a etiqueta influencia a decisão de compra para 78% dos consumidores brasileiros que compram equipamentos domésticos.

Após a publicação da portaria, as empresas terão um prazo de cerca de 24 meses para se adequarem às mudanças. A partir de 1º de julho de 2014, somente será permitida a comercialização de fornos de micro-ondas devidamente etiquetados. Porém, o Inmetro acredita que já será possível encontrar produtos certificados antes do término do prazo.

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