Inmetro aumenta exigência para selos

Marcelo Moreira

02 de fevereiro de 2012 | 07h17

Saulo Luz

Em breve, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) revisará e tornará mais exigentes os níveis de eficiência energética de geladeiras, fogões, fornos e ar-condicionado. Com a atualização no Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), a estimativa é de que apenas 40% dos aparelhos que hoje são considerados mais eficientes caso continuem com a nota ‘A’.

“Atualmente, cerca de 80% dos aparelhos domésticos estão na classificação ‘A’. Esse acúmulo é ruim para o consumidor, que precisa ver diferenças para escolher entre o mais eficiente e menos eficiente”, diz Marcos Borges, coordenador do PBE.

Para isso, o Inmetro faz periodicamente revisões dos programas, induzindo a indústria a implementar melhorias nos aparelhos, que vão gradativamente subindo de faixa na etiquetagem. “Estamos reclassificando e tornando as categorias mais rigorosas para fogões e fornos a gás, condicionadores de ar e refrigeradores (geladeiras). Em fevereiro, vamos estender para as máquinas de lavar roupa”, diz Borges.

Segundo o Inmetro, ao trocar aparelhos de baixa eficiência (os classificados como ‘E’) pelos de menor consumo (os classe ‘A’), o consumidor pode economizar mais de R$ 600 por ano na conta de luz. “Por ano, é possível economizar cerca de R$ 120 ao optar pelo condicionador de ar mais eficiente. Ou seja, considerando o tempo de vida útil do produto, em uma década ele estará comprando outro produto novo com o que se economiza com a sua utilização diária”, destaca Borges.

O valor foi calculado levando em conta a economia que pode ser feita com a troca de diferentes aparelhos, dentro da nova classificação de eficiência. “Na prática, essa revisão significa que os eletrodomésticos terão que consumir entre 3% e 5% menos energia para receber a nota máxima de avaliação. Os produtos da atual classe ‘E’ não poderão mais ser comercializados a partir de 2013. Quem comprar um aparelho mais eficiente (‘A’) poderá ter economia acima de 10%”, calcula Marcos.

A classificação atualizada estará disponível para o consumidor a partir de janeiro de 2013.

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