Informações da Previdência no caixa do Banco do Brasil

Marcelo Moreira

04 de maio de 2009 | 20h27

LUCIELE VELLUTO – JORNAL DA TARDE

Clientes do Banco do Brasil terão acesso a informações sobre suas contas na Previdência nos caixas eletrônicos do banco. Este é o acordo que será firmado hoje entre o Ministério da Previdência Social e o Banco do Brasil.

A solenidade contará com o ministro da pasta, José Pimentel, e o presidente do BB, Aldemir Bendine, formalizando a parceria.

São 4,409 milhões de clientes (pessoa física) do Banco do Brasil no Estado de São Paulo e 28 milhões ao todo no País que poderão ter acesso a um extrato com informações – entre elas se a empresa que trabalha está em dia com as contribuições ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e qual o salário-base que será usado no cálculo da aposentadoria na data da emissão do documento, por exemplo.

O acesso as informações dos trabalhadores já estará disponível hoje, de acordo com o Ministério da Previdência Social. De acordo com a instituição, este tipo de iniciativa está dentro do foco do governo, já que a ideia é reduzir o número de pessoas que procuram as agências de atendimento INSS em busca apenas de informações simples.

Em breve, a parceira também deve ser levada para o clientes da Caixa Econômica Federal, permitindo também o acesso de quem tem conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o que aumentaria significativamente o acesso de trabalhadores brasileiros ao sistema de informações do INSS.

No entanto, os correntistas da Nossa Caixa não deverão ter acesso aos dados previdenciários nesse primeiro momento, pois as tecnologias do banco estadual com o seu novo proprietário, o BB, ainda não foram integradas.

Atualmente, clientes do banco paulista podem sacar dinheiro nos terminais do BB, mas o contrário ainda não é possível por falta de compatibilidade tecnológica.

Para os bancos privados, o acesso a informações previdenciárias ainda não viável porque a legislação não autoriza que instituições financeiras privadas entrem no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), como os bancos federais fazem junto aos Ministérios da Previdência e do Trabalho.