Incômodo do spam por e-mail é diário

Abrir a caixa de e-mail e se deparar com mensagens eletrônicas indesejadas (spams) é uma rotina para praticamente metade dos internautas brasileiros. Ao menos é o que aponta uma pesquisa nacional realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br)

Marcelo Moreira

06 de agosto de 2010 | 13h16

Marília Almeida

Abrir a caixa de e-mail e se deparar com mensagens eletrônicas indesejadas (spams) é uma rotina para praticamente metade dos internautas brasileiros. Ao menos é o que aponta uma pesquisa nacional realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

Segundo o estudo, 47% dos usuários da rede mundial de computadores no País recebem este tipo de mensagem diariamente. E a maioria deles (78%) recebe até dez spams todo os dias. E as principais vítimas são trabalhadores com idade entre 25 e 44 anos. A CGI.br entrevistou 4.392 pessoas que receberam spam três meses antes da pesquisa.

Deste total, a grande parte (58%) cita como o maior problema dessa prática o tempo gasto para apagar tais mensagens, enquanto 25% apontam como transtorno o fato de receberem conteúdo ofensivo ou impróprio.

“A informação está muito aberta nas redes sociais e cadastros do comércio eletrônico. O e-mail se tornou um produto, que é repassado e vendido, o que torna mais difícil combater o spam”, explica Leonardo Kelmann, gerente de contas da Mandic, empresa de soluções de segurança para a rede.

Ricardo Giorgi, professor da Faculdade de Tecnologia FIAP e especialista em segurança de redes diz que o objetivo principal do spam é infectar o computador com programas maliciosos capazes de roubar informações pessoais e financeiras do usuário.

Ele conta que é difícil se livrar totalmente das mensagens indesejadas, mas há como reduzi-las.
Uma delas é o bloqueio automático de spam. O aplicativo gera um código que deve ser digitado pelo remetente sempre que um e-mail é enviado para a sua conta de correio eletrônico. “Isso dificulta o envio. E o remetente pode ter pressa em mandar a mensagem.”

Outra forma é habilitar o filtro antispam do e-mail, que bloqueia mensagens enviadas para muitos destinatários, uma característica comum do spam.

“Mas o filtro não é perfeito e alguma mensagem importante pode ser bloqueada. A dica é complementar ambas as opções com a criação de uma lista de e-mails seguros, que podem ser recebidos”, afirma Giorgi.
Ele também indica a compra de um antivírus com filtro antispam. “Custa menos de R$ 100 ao ano”, aconselha o especialista.

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