Inadimplência em condomínios cai 33%

Marcelo Moreira

16 de julho de 2009 | 22h06

MARCOS BURGHI – JORNAL DA TARDE

A inadimplência no pagamento de condomínios na cidade de São Paulo recuou 33% entre julho de 2008 e junho deste ano. A conclusão é de levantamento da administradora Lello, com base em 1,1 mil condomínios gerenciados pela empresa.

De acordo com a Lello, no período, o índice de calote caiu de 6,5% para 4,3%. A apuração considerou boletos não pagos após 30 dias de vencimento.

Segundo Angélica Arbex, gerente de Marketing da Lello, o principal motivo da redução é a lei que permite que nomes de condôminos inadimplentes sejam inscritos nos registros de serviço de proteção ao crédito, em vigor há cerca de um ano.

“Acredito num período de estabilidade com patamares menores do que os comparados em anos anteriores”, diz.

O levantamento apurou, ainda, que os síndicos preferem as cobranças amigáveis aos envios para protesto. Segundo Arbex, entre julho do ano passado e junho último, a empresa intermediou cerca de 17 mil acordos para quitação de boletos em atraso, média de 1,4 mil por mês. “Em contrapartida, apenas dez títulos foram protestados”, afirma.

A gerente afirma que a Lello vem alertando sobre a aplicação da nova lei, pois parte do cadastro de proprietários dos apartamentos na capital está desatualizado.

Isso faz com que em muitos casos, o nome do dono seja diferente do que consta no boleto. Outro problema pode ocorrer no caso de apartamentos alugados, em cujos boletos pode estar o nome do dono, mas a despesa é de responsabilidade do inquilino. “O protesto do nome errado pode levar a ação de danos morais”, alerta.

De acordo com Hubert Gebara, diretor do Grupo Hubert, que administra o condomínio de cerca de 35 mil unidades na capital, desde a entrada em vigor da lei que permite o envio do nome dos devedores para os serviços de proteção ao crédito, a inadimplência nesta modalidade teve redução de 50%.

O levantamento, segundo ele, considera boletos não pagos na data do vencimento. “Se não houver solavancos econômicos, a queda deve continuar.”

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