Imbra: falência deixou clientes descobertos

Marcelo Moreira

15 de setembro de 2012 | 16h00

Monique Abrantes

Em outubro de 2010, a Imbra, uma das maiores cadeias de clínicas dentárias do Brasil, decretou falência por causa de uma dívida de mais de R$ 221 milhões. A rede de consultórios atendia em 11 Estados.

O fechamento da empresa pegou muitas pessoas de surpresa. Com o pedido de falência na Justiça de São Paulo, a Imbra prejudicou cerca de 25 mil clientes que atendia mensalmente. Cerca de 2 mil funcionários, das áreas administrativa, atendimento e odontológica, faziam parte do corpo de colaboradores da empresa.

A falência da Imbra impressionou a todos por não ter tido nenhum aviso prévio. No dia 6 daquele mês, o site da empresa havia sido tirado do ar. No dia seguinte, funcionários chegaram para trabalhar, mas encontraram as portas fechadas. Na época, os débitos com direitos trabalhistas e prestadores de serviço estariam perto de R$ 3 milhões.

Além de ficar sem tratamento, diversos pacientes passaram a ser cobrados pelo Banco Panamericano, responsável pelo financiamento do tratamento dentário, que nem sequer tinha sido realizado. Como se não bastasse o calote, os consumidores foram ameaçados de ser incluídos nos serviços de proteção ao crédito.

Ao declarar a falência da Imbra, a Justiça de São Paulo determinou que o grupo Arbeit, que havia comprado a empresa do GP Investimentos em junho de 2010, juntasse todo o seu patrimônio para quitar ao menos parte da dívida deixada.

Porém, além de não ter atuado em imóveis próprios – a maioria era de locação –, o Arbeit não poderia ser responsabilizado pela dívida deixada, a não ser que os credores conseguissem comprovar irregularidades na compra da Imbra ou em procedimentos administrativos da atual proprietária.

Atualmente, muitos clientes continuam no prejuízo. A única medida tomada pela Justiça foi que a empresa devolvesse cheques e prontuários aos ex-clientes. Sobre a restituição dos valores pagos pelos consumidores, a Justiça determina que, em caso de falência, a prioridade no pagamento das dívidas com o patrimônio que sobra, pela ordem, são os funcionários, credores, impostos em atrasos e só depois os clientes.

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