Imbra diz que número de reclamações é 'ínfimo'

Marcelo Moreira

09 de dezembro de 2008 | 21h24

FABIANE LEITE – O ESTADO DE S. PAULO

A Imbra destacou que a quantidade de reclamações registradas no Procon está relacionada ao fato de a empresa ser hoje a maior em sua área no País. Ela enfatiza ainda que as contestações, em média, são apenas 0,1% dos 7 mil atendimentos mensais registrados.

“Em termos relativos é menos do que 0,2%. Estou feliz? Não, temos de buscar a insatisfação zero”, destaca o novo presidente da empresa, Jorge Rocha, que assumiu há um mês.

Em setembro, o GP Investimentos, um dos maiores grupos de compra de participações em empresas (private equity) da América Latina, assumiu o controle da rede de clínicas, que soma 22 unidades no País em apenas três anos de existência.

Com a entrada do grupo, a dupla de médicos que migrou da medicina estética e da cirurgia vascular para fundar a Imbra deixou o controle da rede.

com Rocha, a empresa nasceu para atender a demanda reprimida da odontologia, formada especialmente por pessoas idosas e sem dentes.

Segundo o primeiro levantamento nacional de saúde bucal, concluído em março de 2004 pelo Ministério da Saúde, 20% da população brasileira já perdeu todos os dentes . Outros estudos apontaram ainda que apenas 10% das pessoas da faixa etária de 65 a 74 anos tem 20 ou mais dentes na boca.

“Acreditamos muito neste modelo, pois damos acesso a quem não tinha acesso antes”, afirma Rocha.

Segundo o presidente, os custos baixos ocorrem em razão das compras em grande escala, além do modelo de trabalho em equipes – um dentista para avaliar o paciente, outro para planejar o tratamento e um terceiro para executar. “O trabalho é avaliado por três pessoas”, continua Rocha.

O presidente da Imbra reconhece que a empresa tem registrado problemas para resgatar cheques de pacientes que querem a devolução do dinheiro, mas enfatiza que já estão sendo tomadas medidas para que isso não ocorra mais, como a diminuição do número de financeiras para a troca de cheques.

A empresa informou que não comentaria casos específicos de pacientes para não ferir o código de ética da categoria, que prevê o sigilo dos prontuários.

Segundo Rocha, a empresa faz análise prévia do estado de saúde dos pacientes e muitas vezes clientes reagem mal ou não compreendem limitações dos tratamentos. “Há muitos outros que saíram felizes. Neste mês, de 25 reclamações, 18 já foram resolvidas.”

A rede promete também criar um comitê de profissionais que não tenham relação com a empresa para avaliar questões éticas, remunerado pela Imbra.

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