Fusões ‘forçam’ saída de funcionários

Marcelo Moreira

02 de agosto de 2011 | 17h40

Carolina Marcelino

Fusão significa unificar as operações, os produtos e lucro, ou seja, tudo. Por isso, quando há a união de empresas, funcionários se sentem ameaçados de perder o emprego. E devem se sentir mesmo.

O vice-presidente da ESPM e coordenador do Índice Nacional de Satisfação do Consumidor, Alexandre Gracioso, ressalta que os funcionários das companhias envolvidas são diretamente afetados em processos de fusões e aquisições.

Ele explica que a nova empresa resultante da união precisa ser reestruturada e que por isso algumas diretorias são extintas e outras, criadas. Além disso, podem haver demissões ou substituições. “A reestruturação é sempre um problema complexo de administração de recursos humanos, cujas dificuldades não devem ser subestimadas.”

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT), 4 mil trabalhadores do Itaú Unibanco foram demitidos no primeiro semestre deste ano. A empresa não confirma o número. Segundo o banco, não houve demissão em massa e sim remanejamentos como em qualquer outra organização. Na quinta-feira, cerca de 300 bancários se reuniram na Av. Paulista para fazer um protesto contra as demissões do grupo.

A Força Sindical e a Federação dos Comerciários do Estado de São Paulo (Fecomerciários) também se mostraram apreensivas com a possibilidade de fusão entre o Carrefour e o Pão de Açúcar, negociação iniciada em junho, que não se concretizou.

O mestre e doutor em direito empresarial e especialistas em fusões e aquisições, Guimarães & Vieira de Mello Advogados, Leonardo Guimarães, explica que no caso de demissões, os funcionários recebem todos os seus direitos. “Os novos donos têm de arcar com o acordos trabalhistas”, diz.

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