Fiscalização preferencial a quem não assinou acordo

Procon vai dar preferência na fiscalização para as empresas com maior número de queixas de seu ranking e que não assinaram o acordo nesta quarta-feira para reduzir o índice de queixas. Quase metade das 33 companhias convocadas não aderiu ao acerto

Marcelo Moreira

09 de junho de 2010 | 23h34

Lígia Tuon

Em relação às empresas que não assumiram o compromisso de redução de reclamações na reunião desta quarta-feira, Roberto Pfeiffer, diretor executivo do Procon-SP, afirmou que entrarão no rol preferencial de fiscalização. “O fato de elas não quererem diminuir as reclamações significa que não estão se comprometendo com a melhora de seus serviços. Nesse caso, cabe ao consumidor refletir se vale a pena continuar ligado à empresas que não se comprometem com ele.”

A Claro, Caixa Econômica Federal e Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), que representa os fabricantes de celulares, informaram já ter feito acordo com o Departamento Nacional de Defesa do Consumidor (DPDC) visando reduzir reclamações.

Além disso, a Abinee não concorda com os termos do documento proposto pelo Procon que, segundo a entidade, se concentra nos números de queixas e não nas causas.

As Casas Bahia entendem que as metas impostas pelo Procon não condiziam com a realidade do seu segmento de atuação, mas que continuará se esforçando para atender as expectativas de sua freguesia. Já Microcamp informou que auxilia órgãos de defesa do consumidor em regiões de atuação da marca e que vem melhorando sua forma de atuação.
As outras empresas não responderam ao JT.

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