Falta de respeito e tratamento péssimo

Há empresas que simplesmente não têm o menor interesse em tratar bem o consumidor. É a única explicação que encontro para o tratamento dispensado pela Semp Toshiba e pelo Banco Panamericano. Não se trata apenas de lesar o cliente, essas empresas desrespeitaram o ser humano

Marcelo Moreira

20 de setembro de 2010 | 08h28

Marcelo Moreira

Há empresas que simplesmente não têm o menor interesse em tratar bem o consumidor. É a única explicação que encontro para o tratamento dispensado pela Semp Toshiba e pelo Banco Panamericano. Não se trata apenas de lesar o cliente, essas empresas desrespeitaram o ser humano com as respostas esdrúxulas e a falta de providências.

“Eu e minha esposa compramos um aparelho de DVD portátil da Semp Toshiba e, em menos de três meses, ele quebrou. Fui até a assistência técnica indicada pelo fabricante e, um mês depois, peguei o produto de volta. O problema é que, dias depois, ele voltou a apresentar defeito. Voltei a levá-lo ao conserto, mas de nada adiantou: o DVD ainda não funciona. Entrei em contato com o SAC e solicitei a troca. Porém, a fábrica recusa o pedido, alegando que nenhum defeito foi encontrado pelos técnicos da autorizada. Se não há defeito, como é que eu não consigo usar um produto que acabei de comprar? Agora terei que gastar mais dinheiro comprando um novo DVD terei de jogar o antigo “novinho” aparelho no lixo, pela total incompetência do fabricante que me vendeu uma ilusão e não um produto de verdade. A Semp Toshiba tem o dever de resolver tudo isso.”

Paulo Roberto Campos, SOROCABA– SP 

RESPOSTA DA SEMP TOSHIBAA Semp Toshiba informa que acompanhou o caso da senhora Alessandra Iara Gomes Campos e apresentou uma solução definitiva. O aparelho foi devolvido para a consumidora em perfeitas condições de funcionamento. A empresa permanece à disposição para esclarecimentos.

 COMENTÁRIO DA REDAÇÃO: O produto ficou tanto tempo na assistência técnica que acabou a garantia. Agora sem conserto, a fabricante não quer fazer a troca.

COMENTÁRIO DO ADVOGADO DE DEFESA:  consumidor deve ir ao Juizado Especial Cível e exigir a troca do produto, primeiro porque este voltou a apresentar o mesmo defeito após o conserto, o que é motivo legal para a troca. Em segundo lugar, esta também deve ser feita, uma vez que o aparelho não foi reparado no prazo legal de 30 dias.

“Fiz um acordo de uma dívida com o Banco Panamericano e, no final do processo de quitação, solicitei uns dias a mais para realizar o pagamento e a empresa me instruiu a efetuar o depósito bancário na conta com a identificação do número dos  meus cartões. Fiz isso, porém, o Panamericano me enviou duas faturas com juros de 1.000% do meu saldo devedor. Expliquei todo o ocorrido e, mesmo assim, eles ameaçam colocar o meu nome no SPC/ Serasa e protestar meu débito caso eu não pague. Me sinto constrangida a cada ligação que recebo deles. Que alternativa tenho?”

Marlene Salum, SÃO PAULO-SP

RESPOSTA DO BANCO PANAMERICANO:  Em atendimento à reclamação formulada a este respeitável meio de comunicação, informamos que o caso em questão foi devidamente solucionado quando a cliente formalizou um novo acordo dos seus cartões Panamericano. Assim, esperando ter atendido as solicitações do consumidor, renovamos os votos de estima e consideração. 

COMENTÁRIO DA REDAÇÃO: O problema não foi solucionado. A leitora acabou pagando para não ficar com o nome sujo.

COMENTÁRIO DO ADVOGADO DE DEFESA:  Mesmo já tendo realizado o pagamento, se a consumidora entende que quitou valor maior do que o devido, tem o direito de ir ao Procon ou ao Juizado Especial Cível e exigir que o banco comprove a cobrança do valor correto da dívida. E se a demonstração não for convincente, eventual valor cobrado a mais deve ser devolvido em dobro para o consumidor. O fato de já ter havido a quitação do débito não impede a devolução da parte abusiva do que foi cobrado.

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