Escolha entre o crédito do comércio e dos bancos

Marcelo Moreira

22 de setembro de 2009 | 20h54

DO JORNAL DA TARDE

Mesmo com a queda dos juros e a melhora do cenário econômico, a recomendação dos especialistas permanece igual: sempre que possível, compre à vista. Mas se o jeito for parcelar o pagamento, o consumidor acaba tendo duas opções.

Ou ele pede um empréstimo no banco e usa o dinheiro para quitar a compra à vista na loja, ou adere logo ao financiamento das lojas.

Na primeira opção, a vantagem são os juros mais baixos. Os bancos costumam ter taxas mais competitivas que as das lojas, mesmo na modalidade de crédito ‘aquisição de bens’. A diferença é ainda maior se o consumidor puder ter acesso a um crédito consignado, que tem juros ainda menores.

Entretanto, a praticidade de fazer o financiamento na própria loja em que se vai realizar a compra tende a seduzir mais o consumidor. “Além disso, ao aderir ao financiamento oferecido pelo lojista, o consumidor tem mais liberdade de escolha do que se fosse optar pelo banco”, diz Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

Afinal, ele só poderia tomar um empréstimo no banco de que é cliente – e essa nem sempre é uma opção vantajosa, pois as taxas cobradas por cada banco variam muito e em algumas modalidades de crédito elas podem ser mais salgadas. “Já se optar pelo crédito do comércio, o consumidor vai poder escolher a loja que quiser e, no fim do prazo de pagamento, estará livre de qualquer amarra com a empresa.

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