Empréstimos estão mais caros

Marcelo Moreira

16 de outubro de 2008 | 16h53

MARCOS BURGHI – JORNAL DA TARDE

A taxa média do empréstimo pessoal atingiu 6,04% ao mês no início de outubro, segundo pesquisa da Fundação Procon de São Paulo (Procon-SP) divulgada ontem. De acordo com a instituição, trata-se do maior porcentual mensal para esta linha de crédito desde os 6,22% registrados na pesquisa de junho de 2003.

Na comparação com o levantamento de setembro, que marcou taxa média de 5,76% para o empréstimo pessoal, o aumento foi de 4,86%. Conforme a pesquisa, a maior alta foi registrada no banco Real, que informou média de 7,95% ao mês ante os 5,90% informados em setembro, elevação de 34,75%.

O levantamento do Procon-SP leva em conta as taxas praticadas para contratos de 12 meses firmados com clientes que são novos na carteira das instituições ou possuem pouco relacionamento com os bancos.

Segundo Cristina Martinussi, técnica do Procon-SP, o aumento é reflexo da atual crise de crédito internacional e dos sucessivos aumentos da Selic, a taxa básica de juros da economia, que desde março último foi de 11,25% para 13,75% ao ano.

Ela alerta os consumidores para que fiquem atentos caso pretendam contratar algum tipo de empréstimo nos próximos meses. “É preciso fugir dos financiamento de longo prazo”, afirma.

Na atual conjuntura, pegar dinheiro emprestado só em caso de extrema necessidade. A técnica do Procon-SP recomenda que, se possível, o consumidor faça opção pelo crédito consignado – por se tratar de uma linha de menor risco para os bancos, costuma ter taxas mais baixas.

Em relação aos juros do cheque especial, também objeto do levantamento do Procon-SP, a taxa média cobrada pelos bancos se manteve estável, com pequeno recuo de 9,02% em setembro para 8,96% em outubro.
Segundo Cristina Martinussi, a queda aconteceu por conta das reduções promovidas pelos bancos Bradesco e Safra.

No primeiro caso, a instituição reduziu o porcentual mensal de 8,58% para 8,05%. O Safra reduziu de 12,30%, em setembro, para 11,79% em outubro, uma queda de 4,15%, de acordo com o estudo.

Procurados pela reportagem, os bancos não comentaram a pesquisa. A exceção ficou por conta da Nossa Caixa, que informou que não alterou as taxas, como a própria pesquisa mostrou.

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