Eletrônico lidera queixas nos Procons

Marcelo Moreira

29 de julho de 2011 | 07h17

Carolina Marcelino

Aparelhos celulares, equipamentos eletroeletrônicos e eletrodomésticos da linha branca representam 55,74% das reclamações registradas no Cadastro Nacional de Reclamações Fundamentadas 2010, feito pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), divulgadas ontem pelo Ministério da Justiça. No ranking do ano passado, o segmento representava 15,59% da lista.

Assuntos financeiros, como cartões de crédito, serviços essenciais, como água e luz, e serviços privados e saúde ainda compõem o Cadastro desse ano. As informações foram extraídas do banco de dados do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), que integra 22 estados brasileiros e o Distrito Federal.

De setembro de 2009 a setembro de 2010, os Procons realizaram 812 mil atendimentos. Desse total, 84,5% foram solucionados. Os casos não solucionados compõem o Cadastro Nacional de Reclamações Fundamentadas 2010.

Na categoria produtos, o aparelho celular é disparado o campeão em reclamações, com 17,62% dos 68.373 registros, que ainda incluem microcomputador, televisão, geladeira, máquina de lavar, entre outros. Em 2009, empresas de telefonia fixa e móvel foram as mais reclamadas.

Para a diretora do DPDC, Juliana Pereira, a categoria produtos lidera o ranking por causa do aumento da renda dos consumidores. “Com dinheiro em mãos, eles passaram a comprar mais”, disse a diretora.

No ranking de empresas, as dez primeiras que mais deixaram de auxiliar os consumidores foram: Banco Panamericano, Gradiente (IGB Eletrônica), Banco Cruzeiro do Sul, Santander, BV Financeira/ Banco Votorantim, Oi, Americanas.com/ Submarino/ Shoptime/ B2W, BMG, Tim/ Intelig e Starcell (Assistência Técnica).

A partir do cadastro, o DPDC reuniu companhias dos setores de telefonia, bancos, cartões de crédito e varejo para estabelecerem metas e reduzir as demandas.

Em resposta ao JT, o Panamericano informou que está atuando na melhoria de todos os processos. O BMG disse que trata as demandas de maneira ágil. As outras empresas não se manifestaram.

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