Economista aconselha reduzir gastos no Natal e poupar 13º

Marcelo Moreira

12 de novembro de 2008 | 17h42

BIANCA PINTO LIMA, DO ESTADAO.COM.BR

Diante da crise financeira mundial, a melhor opção é ser modesto nos presentes de Natal, quitar as dívidas e tentar poupar o 13º salário. O conselho é do professor da Faculdade Getúlio Vargas (FGV), Fábio Gallo, que alerta para as incertezas do próximo ano.

“O que temos visto até agora é que será um período de menos crescimento, o que significa menos investimento, menos emprego e menos dinheiro no mercado. Por isso, as pessoas têm de estar mais prevenidas”, diz Gallo.

A primeira providência, segundo o professor, é quitar as dívidas e fugir dos juros do cartão de crédito e do cheque especial. Para que as contas permaneçam equilibradas, porém, é necessário manter a economia no início do ano e fugir de um ciclo vicioso de endividamento.

“As pessoas fazem dívidas e quitam com o 13º. Só que chega o Natal e o ano-novo e elas esquecem que janeiro é o mês do IPTU, IPVA, da matrícula da escola. Aí já começa a faltar dinheiro e elas têm de esperar o próximo 13º para quitar as novas dívidas.”

Segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac), 60% dos brasileiros pretendem utilizar o 13º para o pagamento de dívidas já contraídas. Em 2007, esse porcentual era de 58%. O estudo aponta também que os consumidores estão mais cautelosos com os gastos de Natal.

De 2007 para 2008, houve uma redução de 25% no número de pessoas que pretendem utilizar o benefício para a compra de presentes. No entanto, ainda são poucos os que planejam guardar parte dos recursos para fazer frente às despesas do começo do ano; apenas 11%.

Para o professor da FGV, o costume dos brasileiros de utilizar o 13º salário para pagar as dívidas se deve mais aos altos juros praticados pelo mercado do que a um ato consciente do consumidor.

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