Dificuldade de atendimento em convênios

Marcelo Moreira

10 de maio de 2011 | 16h46

Carolina Dall’Olio e Carolina Marcelino

Dificuldades no agendamento de consultas e marcação de exames básicos e cirurgias, em qualquer grau de complexidade. Essa é a reclamação que está em primeiro lugar no setor de saúde do Ranking da Fundação Procon-SP 2010.

A empresária Janaina Valéria das Graças Carlota, de 35 anos, é cliente da Medial e só após meses do primeiro pedido e de inúmeras tentativas é que ela conseguiu marcar um exame para poder avaliar a hipertensão. Além disso, todos os meses tem de brigar com a empresa para conseguir o reembolso das consultas de seu filho, que faz um tratamento com um pneumologista.

“Sei que pago pouco por mês, comparado aos outros convênios, mas não é porque é barato que o atendimento deve ser ruim”, disse a consumidora. Ela e o filho pagam R$ 180 por mês a Medial, que informou à reportagem do JT que no contrato de Janaina não está previsto reembolso para consultas eletivas.

Cancelamentos de cobertura no momento de realização do procedimento médico, descredenciamento de estabelecimentos e profissionais, sem a necessária informação e substituição por serviço equivalente também fazem parte das reclamações mais recebidas pelo Procon.

A professora Noêmia da Rocha Silva, 60, levou três meses para marcar um exame de angioplastia pela Unimed Paulistana. “Foram mais de 30 protocolos de pedidos para esse exame que será realizado na primeira semana de maio”, contou.

Outro problema encontrado pela consumidora foi o reajuste de 40,17% não comunicado que a empresa fez no valor do plano. “Até março eu pagava R$ 453, agora pago R$ 635”, afirmou a professora. A Unimed Paulistana respondeu à reportagem que alguns procedimentos necessitam de autorização prévia, que é analisada pelo departamento de análise técnica e médica.

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