Dia das Mães: preços variam até 149%

Marcelo Moreira

06 de maio de 2011 | 08h18

Saulo Luz

Quem não pesquisar preços para os presentes de Dia das Mães poderá pagar mais do que o dobro, dependendo do produto escolhido. É isso o que mostra levantamento da Fundação Procon-SP, que realizou na última semana pesquisa em produtos femininos (depiladores, secadores e pranchas para cabelos). Foram encontradas diferenças de preços de até 149% nas lojas físicas e virtuais do Carrefour, Casas Bahia, Extra, Magazine Luíza e Ponto Frio.

No comparativo de preços praticados pelas lojas físicas, a maior diferença de preços encontrada foi na Prancha Laser íon da marca Gama Italy, por R$ 199,00 no Carrefour e R$ 79,99 no Ponto Frio – diferença de R$ 119,01 (148,78%).

Entre os depiladores a maior variação foi no preço do Satinelle depilador Total Soft – R$ 69,00 no Carrefour e R$ 149,00 nas Casas Bahia (13,42%). Já entre os secadores de cabelo, a maior diferença foi encontrada na Linha Clássica da marca Smart – R$ 89,90 no Extra e no Carrefour e R$ 59,90 nas Casas Bahia (variação de 50%).

Na comparação entre lojas físicas e virtuais, o secador Taiff Smart (cor preta –110/127 v – linha clássica – 1300 w) é 18,61%, em média, mais caro nas lojas virtuais. Já o depilador Satinelle Total Soft (HP 6400 – bivolt – 7,5 w) é 23,22% mais barato.

“Em média, os produtos estavam mais caros na internet do que nas lojas físicas”, diz Cristina Rafael Martinussi, assistente de direção do Procon-SP. Apesar disso, ela ressalta que isso não é uma regra. “É importante ficar atento às promoções das lojas virtuais. No final, tudo vai depender da habilidade do consumidor em pesquisar”, diz.

Mas não é só ao preço que o consumidor paulista deve ficar atento ao procurar o presente de sua mãe. Em uma outra operação de Dia das Mães, o Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) visitou 185 lojas de vestuário e acessórios e autuou 47 (25,40%) por irregularidades nas etiquetas dos produtos.

De acordo com normas do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), as etiquetas devem informar dados do fabricante ou importador, CNPJ, país de origem, composição têxtil, símbolos de cuidados com a conservação e indicação de tamanho, tudo em português.

A ação foi realizada entre segunda e quarta-feira desta semana em lojas do Bom Retiro, Centro, Freguesia do Ó, Ipiranga, São Mateus, shopping Aricanduva e São Bernardo do Campo, Grande São Paulo. O Procon-SP participou nos dois primeiros dia da ação em conjunto e autuou 26 lojas por desrespeitarem o Código de Defesa do Consumidor e a legislação correspondente, principalmente por falta de informação do preço.

Em 2010, a “Operação Dia das Mães”, do Ipem-SP, passou por 152 estabelecimentos comerciais de São Paulo e autuou 70 (46%) por comercializarem produtos com erros nas etiquetas.

 “O índice de irregularidades encontradas diminui significativamente em relação ao ano passado, mas ainda não é o suficiente para garantir que o consumidor está adquirindo um produto adequado”, afirma o superintendente do instituto, Fabiano Marques de Paula. As empresas autuadas pelo Ipem-SP têm dez dias para apresentar defesa ao órgão, que define multa que varia de R$ 100 a R$ 50 mil, dobrando na reincidência.