Deficiente também sofre com ‘descaso’ no comércio

A discriminação em estabelecimentos comerciais não está restrita à variável cor e raça. O aposentado Sergio Pinheiro Mendes é cadeirante. Ele conta que recentemente esteve em um bar da capital. Quando pediu uma bebida , foi “convidado” a tomá-la na calçada assim que foi servido

Marcelo Moreira

14 de novembro de 2010 | 16h31

Marcos Burghi

A discriminação em estabelecimentos comerciais não está restrita à variável cor e raça. O aposentado Sergio Pinheiro Mendes é cadeirante. Ele conta que recentemente esteve em um bar da capital. Quando pediu uma bebida , foi “convidado” a tomá-la na calçada assim que foi servido. “Um funcionário alegou que minha cadeira de rodas elétricas ocuparia o espaço dos clientes. “Retirei-me indignado”, conta.

Cristina Martinussi, técnica da Fundação Procon de São Paulo, afirma que a Portaria 33, em vigor desde 1º de dezembro de 2009, determina multas mais elevadas para estabelecimentos que cometem crime de discriminação.

Segundo o texto, as multas que em outras infrações variam de R$ 212,80 a R$ 3,192 milhões, quando o caso é de fundo discriminatório, por conta de cor ou raça, à penalidade são acrescidos valores que variam de 33% a 50% do total original. Roseli de Oliveira, coordenadora de Políticas para a População Negra e indígena do Estado, afirma que ainda há muito a evoluir. “Muitas pessoas acham que o preconceito é algo natural”.

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