Cuidado com a oferta boa, barata e fácil

Marcelo Moreira

06 de janeiro de 2010 | 21h37

SAULO LUZ – JORNAL DA TARDE

As queimas de estoque realizadas pelo varejo no mês de janeiro já se tornaram tradição no Brasil, mas frequentemente se tornam uma armadilha: o consumidor acha que está tendo desconto, mas pode estar sendo ludibriado.

Seduzidos por liquidações do tipo “70% de desconto”, os consumidores enfrentam filas enormes e carregam produtos enormes. Será que valeu a pena?

Aproveitando as ofertas, a bancária Andressa Simão de Oliveira, 23 anos, comprou um aparelho de ar condicionado de R$1.329 por R$ 895. “Já estava planejando e pesquisando essa compra há algum tempo. Em setembro, esse mesmo aparelho custava R$ 1.800. Resolvi esperar, pois sabia que o preço cairia após o Natal e o Ano Novo.”

Andressa acertou, mas o consumidor precisa tomar cuidado para não comprar produtos desnecessários ou ser enganado por falsas promoções. “Compras por impulso são vilãs que comprometem o orçamento familiar”, alerta Polyanna Carlos da Silva, advogada da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste).

Ela recomenda ainda que o consumidor confira se o desconto no preço é verdadeiro. “Uma dica é pesquisar em outras lojas para ver a média do preço do produto no mercado.

Já nas promoções do tipo “pague dois, leve três”, o importante é saber o preço unitário de cada produto para comparar se realmente está ganhando brinde ou está pagando por ele”, diz.

Outra informação essencial é saber se o produto está em liquidação porque possui pequenos defeitos ou se a peça é de mostruário. “Tudo isso precisa ser informado. É bom pedir que listem na nota fiscal todos os vícios do produto”, lembra Fátima Lemos, assistente de direção do Procon-SP. Do contrário, o consumidor pode reclamar e pedir o conserto em até 30 dias, a troca ou cancelamento da compra.

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