Crescem as reclamações contra a telefonia

Marcelo Moreira

13 de outubro de 2011 | 07h13

Carolina Marcelino

O número de reclamações contra serviços de telecomunicações cresceu 25% em um ano. Dados da Agência Nacional de Telecomunicações mostram que o mês de agosto registrou o maior número de queixas dos últimos 12 meses. Foram registradas 159.839 reclamações em agosto deste ano contra 126.934 no mesmo mês do ano passado.

O crescimento também é expressivo de um mês para o outro: em julho deste ano, a Anatel recebeu 146.006 queixas – na comparação com agosto, houve aumento de 9,5%.

Para a advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor Veridiana Alimonti, as empresas têm se preocupado apenas em agregar clientes, mas sem pensar na qualidade do serviço que estão oferecendo a eles. “Além disso, o mercado de telefonia, por exemplo, está concentrado nas mãos de apenas cinco empresas. O consumidor fica sem opção”, disse a advogada.

Nos dados divulgados, estão somados as reclamações contra telefonia fixa e móvel, internet banda larga, além de TV por assinatura. O serviço de telefonia móvel é responsável por mais de 80 mil reclamações do total de queixas.

O músico Léo Doktorczyk, de 54 anos, é um dos consumidores que teve problemas com o celular. Cliente da Claro, o cliente ficou dias sem conseguir enviar mensagens de texto. “Sempre que eu tentava enviar um SMS dava falha ou eu recebia uma mensagem da Claro falando que o serviço estava indisponível”, relatou o consumidor.

Após algumas reclamações, o problema do consumidor foi solucionado. A Claro contatou o cliente e se colocou à disposição para analisar o problema.

O presidente da Associação Brasileira do Consumidor (ABC), Marcelo Segredo, também critica a falta de estrutura das empresas. “O foco é agregar clientes. O pós atendimento e a qualidade do serviço oferecido e vendido ficam para depois.”

As maiores reclamações foram sobre cobranças indevidas, serviços adicionais e atendimento, nos serviços móveis. Segundo a Anatel, o reparo nos aparelhos ou nas linhas, problemas na instalação e deficiência nos acessos à internet também líderes de queixas.

Especialistas em defesa do consumidor orientam que, caso o cliente não consiga resolver seu problema direto com a operadora, deve procurar o Idec, o Procon, e a agência reguladora do setor, a Anatel. Se mesmo assim, o problema não for resolvido, o caso deve ser levado à Justiça.

 

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