Crescem as queixas contra cobrança indevida de bancos

Marcelo Moreira

11 de julho de 2012 | 08h48

FLAVIA ALEMI

As queixas contra cobranças indevidas pelos bancos, seja em dívidas ou tarifas, cresceram 28,2% no primeiro semestre de 2012, na comparação com igual período do ano passado. Os dados foram divulgados pelo Procon-SP.
O número passou de 4,66 mil para quase 6 mil reclamações e representa mais de um terço do total de queixas que o Procon-SP recebeu sobre problemas com bancos.

 No balanço geral das reclamações contra bancos, o índice foi de 12,8 mil para 15,6 mil – elevação de 21,9%. A instituição financeira com maior número de reclamações durante o período pesquisado é o Itaú-Unibanco, com 5.534.

O órgão orienta o consumidor a adotar o hábito de checar o extrato bancário para não pagar a mais. “Visto que dentro do pacote de serviços gratuitos estão dois extratos por mês, é aconselhável que o correntista verifique se o banco está cobrando tudo corretamente”, afirma Selma do Amaral, diretora de atendimento do Procon-SP.

Como forma de punição, o órgão toma medidas administrativas para que os erros não sejam repetidos. Em nota, os bancos mais reclamados – Itaú-Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil – responderam que tomam as medidas necessárias para que o cliente consiga solucionar suas demandas com a própria instituição financeira, ou seja sem precisar recorrer aos órgãos de defesa do consumidor.

As cobranças indevidas podem ocorrer por causa de erro no sistema do banco ou também por fraude, e aparecem no extrato como saque, transferência, ou até como taxa de serviço.

O Banco Central determina que todas as cobranças estejam identificadas de forma clara no extrato, para não gerar dúvidas ao consumidor. Portanto, caso alguma cobrança não condiga com seus gastos, abra uma reclamação no SAC do banco.

Se o problema não se resolver, a diretora de atendimento do Procon-SP orienta a buscar ajuda nos órgãos de defesa do consumidor. E, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, o cliente também pode pedir a devolução do valor cobrado em dobro, acrescido de correção monetária.

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