Cresce a inadimplência em condomínios

A inadimplência em condomínios voltou a subir em julho, quando se registrou o maior volume de ações de cobrança contra condôminos inadimplentes dos últimos 12 meses. Foram 1.227 ações na Justiça, crescimento de 48,18% em relação ao mês anterior

Marcelo Moreira

10 de agosto de 2010 | 08h55

Luciele Velluto

A inadimplência em condomínios voltou a subir em julho, quando se registrou o maior volume de ações de cobrança contra condôminos inadimplentes dos últimos 12 meses. Foram 1.227 ações na Justiça, crescimento de 48,18% em relação ao mês anterior, de mostra levantamento do Grupo Hubert, empresa de administração imobiliária.

Com o resultado de julho, o acumulado do ano subiu para 14,24% comparado ao mesmo período de 2009, revertendo a tendência de queda apresentada desde a criação da lei que permite o processo dos condôminos inadimplentes, de julho de 2008.

O aumento está relacionado ao período de férias e à greve dos servidores da Justiça, explica Hubert Gebara, diretor do Grupo Hubert e também e vice-presidente de administração imobiliária e de condomínios do [IP8,0,0]Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP).

“Nas férias muitas pessoas vão viajar e se esquecem de pagar o a conta do condomínio, ou acabam assumindo muitos compromissos financeiros, deixando esta despesa para depois”, diz.

Para elem a greve da Justiça também pode favorecer uma maior inadimplência, “já que os processos estão parados nesse período”.

A falta de pagamento do condomínio por um morador pode significar uma conta mais alta para aqueles que estão com o compromisso em dia. “Quem está adimplente acaba pagando por quem deve o condomínio, pois terá de cobrir os gastos de água, serviços gerais e de empregados que seria de quem não paga do condomínio”, diz Gebara.

A recomendação do vice-presidente do Secovi-SP é que os síndicos e administradoras sempre busquem a negociação amigável com quem está devendo, pois pode ser apenas um problema pontual que em breve poderá ser resolvido. Mas se o condômino que não está em dia com as contas coletivas se negar a negociar ou não acertar o que deve, o caso pode ser encaminhado para cartório.

Tudo o que sabemos sobre:

condomíniosInadimplênciaSecovi

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: