Convênio tem de divulgar qualificação da rede médica e hospitalar

Marcelo Moreira

25 de agosto de 2011 | 07h18

Karina Toledo

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) deve publicar hoje uma resolução que obriga as operadoras de plano de saúde a divulgar a qualificação dos médicos, hospitais, laboratórios e demais prestadores de serviço de sua rede credenciada. A ideia é dar ao usuário ferramentas para comparar planos e empresas.

“A operadora terá de informar, por exemplo, quais hospitais de sua rede já passaram por programas de acreditação de qualidade e quais médicos possuem título de especialista concedido pela AMB (Associação Médica Brasileira)”, explica Bruno Sobral, diretor da ANS.

Segundo ele, deve ser criado ainda esta semana um comitê para determinar quais serão os critérios de avaliação de qualidade. No caso dos hospitais, um dos itens considerado será a participação no Programa de Monitoramento da Qualidade dos Prestadores de Serviços na Saúde Suplementar (Qualiss).

“Os hospitais incluídos no Qualiss terão de informar dados como taxa de infecção hospitalar, tempo de internação em UTI, taxa de mortalidade em cirurgia. Os indicadores serão divulgados para que o consumidor possa avaliar a qualidade da rede credenciada”, diz Sobral.

A participação no Qualiss, diz ele, será obrigatória para os hospitais que fazem parte da rede própria das operadoras. Já para os estabelecimentos de saúde particulares que são prestadores de serviço, será facultativa. Para Henrique Salvador, presidente da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), a medida é bem-vinda.

 “O grande desafio será padronizar esses indicadores. Há serviços muitos diferentes e difíceis de se comparar”, avalia Salvador. Arlindo de Almeida, presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), também é favorável, “desde que a presença de prestadores bem qualificados não seja obrigatória para as operadoras.”
Já o presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Cid Carvalhaes, diz ter dúvidas sobre os critérios de avaliação dos médicos. “Queremos participar dessa discussão com a ANS”, afirma.

 

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