Contrato novo de plano de saúde pode subir 40%

Marcelo Moreira

11 de janeiro de 2010 | 22h39

[CAROLINA DALL’OLIO – JORNAL DA TARDE

Ao ampliar a lista de procedimentos de cobertura obrigatória, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) produz um efeito colateral no mercado: a partir de agora, quem ainda não tem um plano individual vai pagar mais caro se decidir contratar o serviço.

Como o reajuste de preços dos planos individuais contratados depois de 1999 não é definido pelas operadoras, mas sim pela ANS, as empresas não podem aumentar as mensalidades na medida que gostariam. Por isso, podem compensar eventuais perdas financeiras reajustando o valor dos planos que comercializam.

A Fenasaúde, entidade que reúne as maiores operadoras do setor, informou que a inclusão de novos procedimentos nos planos odontológicos pode aumentar em até 40% o preço de compra desse serviço.

Nos planos coletivos, a alta pode chegar a 25% do preço hoje pago pelas empresas – nesse caso, os reajustes também não são controlados.

Nos planos médicos, as empresas já começam a se mexer. Os preços dos planos de entrada das operadoras Amil, Dix Amico e Medial, que já haviam sido reajustados em até 10% em 2009, ficaram até 5% mais caros em janeiro.

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