Contrato novo de plano de saúde nem sempre é melhor

Marcelo Moreira

17 de setembro de 2009 | 22h37

FABIANE LEITE – O ESTADO DE S. PAULO

Os planos antigos apresentam uma série de lacunas em relação aos planos novos. Não há obrigatoriedade, por exemplo, de oferecer cobertura de um rol de procedimentos mínimo, de praticar um reajuste de preços tabelado e nem de permitir a mudança do consumidor para um plano de outra operadora sem cumprimento carência (portabilidade).

Entretanto, antes de considerar essas características como uma desvantagem e decidir migrar para um plano novo, o consumidor deve avaliar o contrato que tem em mãos . Em algumas situações, o plano antigo pode ser mais interessante que aqueles que são comercializados hoje no mercado.

Para saber se vale a pena mudar ou não, o consumidor deve prestar atenção no preço, na cobertura e no índice de reajuste fixado em contrato. A partir daí, é necessário pesquisar o preço dos planos que oferecem uma cobertura equivalente e ver se eles possuem valores semelhantes – nesse caso, a migração pode ser vantajosa.

Ainda assim, há que se considerar a carência exigida. Quando a mudança ocorre entre planos da mesma operadora, a Lei 9.656/1998 estabelece que não há cumprimento de carência no caso de procedimentos que já constavam no contrato anterior.

Porém, se a mudança for para um plano de outra operadora, aí não tem jeito: a carência é obrigatória, já que os planos antigos não participam – ao menos por enquanto – da portabilidade.

PENSE ANTES DE SAIR DO PLANO ANTIGO

ANALISE SEU CONTRATO

  • Para saber se vale a pena migrar para um plano novo, considere o preço do seu plano atual em relação à sua faixa etária, a cobertura de procedimentos e o índice de reajuste fixado em contrato

  • COMPARE AS OFERTAS

  • Pesquise, na sua operadora e nos concorrentes, preços de planos com cobertura semelhante para saber se o seu contrato atual é caro ou barato

  • VERIFIQUE OS REAJUSTES

  • Os planos novos são reajustados por índice calculado pela ANS, que tende a ser um pouco superior à inflação do período. Caso o índice de reajuste do seu contrato apenas reponha a inflação, essa pode ser uma vantagem

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