Consumidora vai à Justiça contra serviços odontológicos

Marcelo Moreira

09 de dezembro de 2008 | 21h21

FABIANE LEITE – O ESTADO DE S. PAULO

A dona de casa M., de 51 anos, retirou todos os dentes superiores por indicação de dentistas da empresa, que antes haviam recomendado limpeza, clareamento dental, tratamentos de canal e colocação de três coroas (capas para os dentes). Mudaram o plano de tratamento: apontaram danos irreversíveis e sugeriram implantes.

Ela, no entanto, acabou saindo da clínica sem os dentes, depois que os profissionais tiveram dificuldades para fixar os pinos. Até hoje usa prótese na arcada superior.

“Ela foi desrespeitada, humilhada e abandonada. E foi obrigada a buscar tratamento psicológico para sanar os prejuízos emocionais”, diz seu advogado, Luiz Antônio Lourenço da Silva.

M. fez diversos protestos na clínica e em sites de defesa dos consumidores e foi processada pela empresa. Foi julgada à revelia, pois a Justiça apontou que sua então advogada perdeu prazo para recurso.

Uma liminar (decisão provisória da Justiça) determinou então que M. pague uma indenização de R$ 21 mil à empresa em razão dos protestos, que supostamente teriam afastado outros clientes.

Uma segunda liminar também a proibiu de fazer reclamações contra a Imbra em sites. Seus advogados, agora, recorrem das duas decisões.

A Imbra informou que a cliente teria se excedido durante os protestos e causado prejuízo financeiro ao afastar clientes.

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