Consumidor ainda teme pagar conta por celular

De acordo com levantamento realizado pelo Procon, 75,56% dos entrevistados não acham seguro realizar a operação por meio do aparelho; porcentual é de 66,22% entre os internautas

Marcelo Moreira

29 de junho de 2010 | 19h40

da Agência Estado

O consumidor ainda não sente segurança na hora de pagar as contas por meio do telefone celular. É isso o que revela pesquisa divulgada hoje pela Fundação Procon de São Paulo (Procon-SP).

De acordo com o levantamento, 75,56% dos entrevistados pessoalmente responderam que não achariam seguro utilizar o aparelho celular para pagar contas, enquanto entre os internautas o porcentual atingiu 66,22% dos pesquisados.

 O estudo do Procon-SP foi feito para verificar a receptividade dos consumidores à essa nova forma de quitação de faturas, chamada de “mobile payment” (pagamento móvel), que permite o uso do celular no lugar do cartão de crédito ou de débito. O recurso já está disponível em algumas capitais brasileiras.  

Segundo o Procon-SP, embora inovador, o sistema não está imune a problemas, já que consiste em transmissão de informações pessoais e senhas em um ambiente portátil.

De acordo com a entidade, isso é um fator que gera insegurança no consumidor. Outro ponto de insegurança revelado no estudo é que os sistemas adotados não garantem a proteção dos dados nem a eficiência na transmissão.

Para sanar esses defeitos, o consumidor teria de buscar planos mais caros e aparelhos melhores. A entidade ainda questiona quais serão as estratégias adotadas pelas operadoras para assegurar um ambiente virtual mais seguro para o consumidor.

As entrevistas pessoais foram realizadas entre os dias 12 e 16 de abril, com a aplicação de 245 questionários com 13 questões fechadas.

A enquete, que abordava apenas a segurança no sistema de pagamento de contas via celular, foi direcionada a todos os internautas que visitaram o site da Fundação Procon-SP entre os dias 12 e 19 de abril, em um total de 3.840 acessos. Para esse grupo, não houve segmentação por sexo, faixa etária, escolaridade ou classe social.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.