Consumidor ainda encontra dificuldades com os SACs

Marcelo Moreira

10 de março de 2009 | 22h12

FABRÍCIO DE CASTRO – JORNAL DA TARDE

São comuns os casos de consumidores que encontram dificuldades para acionar os serviços de atendimento ao consumidor (SACs) das empresas, mesmo com a nova lei. É o caso da técnica administrativa Márcia de Cássia Pereira, de 26 anos.

Em novembro, Márcia comprou por telefone um pacote com serviços de telefonia, TV por assinatura e internet banda larga. Na época, ficou acertado que ela pagaria R$ 45 pelo primeiro serviço, R$ 50 pela TV por assinatura e outros R$ 50 pela internet.

“Quando a fatura chegou, estavam me cobrando R$ 99,90 pela internet. Comecei então a entrar em contato com a empresa.”

Márcia afirma que as ligações caíam e, em alguns casos, ela chegou a esperar até 40 minutos para falar com um atendente. “Eu solicitei a gravação da minha conversa com o atendente que me vendeu o pacote, para confirmar os valores. Mas eles não liberaram.”

O problema é que o pacote foi contratado em nome do irmão. “Quando é para oferecer o serviço, é fácil. Eu mesmo posso contratar. Mas na hora de resolver o problema eu tive que ir pessoalmente a um posto de atendimento.”

Casos assim devem ser encaminhados ao Procon. Roberto Pfeiffer, diretor-executivo do órgão em São Paulo, lembra que isso pode ser feito pela internet, no endereço www.procon.sp.gov.br. “A empresa que trata mal o cliente não merece tê-lo como cliente.”

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